terça-feira, 21 de março de 2006

on bullshit

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“On bullshit” é o título de um pequeno livro do filósofo americano Harry G. Frankfurt e na tradução portuguesa ficará, provavelmente, como “a conversa da treta”.

Mesmo com a quantidade enorme de “bullshit” nas nossas sociedades, não há estudos profundos sobre o tema, diz o autor.

Por isso, “não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal, considerando a sua ubiquidade”. “O “bullshit “ é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, pois está totalmente desligado de uma preocupação com a verdade - enquanto os mentirosos podem manter uma ideia clara da verdade. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência”. “Outra das razões para o aumento do “bullshit “, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos - o que constitui uma excelente oportunidade para “bullshit “. Neste contexto, é evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit “”.

Ao escrever este pequeno texto, lembrei-me de dois factos paradoxais (até me dá vontade de rir a comparação, mas vai): um que abominava o “bullshit “ e outro que o afirma na plenitude. No primeiro caso, a obra de Fernando Gil, no segundo caso, a carta educativa do concelho das Caldas da Rainha, publicada em Março de 2006.



Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

3 comentários:

  1. O título português não será "Conversa da Treta" uma vez que o livro foi já publicado, há ínfimas semanas apenas, por uma nova editora chamada Livros de Areia. Li-o no original e reafirmo aqui a recomendação, trata-se de um ensaio precioso, apesar da sua brevidade (porque é que as coisas boas duram sempre tão pouco?)Luís Rodrigues
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  2. É mesmo? Será que as coisas boas duram sempre pouco? Dá tema para um interessante debate. Estou a pensar na literatura, por exemplo, e em Marcel Proust. Obrigado pelo comentário e por se dar ao trabalho de passar por aqui.Paulo G. Trilho Prudencio
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    (mailto:pgtrilho@netvisao.pt)

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  3. Na tradução portuguesa temos: "Da treta". Obrigado pela infromação.Paulo G. Trilho Prudencio
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    (mailto:pgtrilho@netvisao.pt)

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