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sábado, 27 de setembro de 2025

Faltam papéis


"Spinumviva: Montenegro defende-se e aponta o dedo ao timing das autoridades. Gabinete do primeiro-ministro nega demora e insuficiência na resposta de Montenegro aos dois pedidos de documentação feitos pelas autoridades. Governante recusa dizer se já enviou novos elementos."


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Não será mais uma acção de spining? A notícia deve ser: Governo não usa edifícios para habitação a preços controlados e a Câmara de Lisboa nada diz.

Não se requalifica edifícios para habitação a custo controlado. Assim, podem, como o antigo Hospital da Marinha, em Lisboa, destinar-se a mais um hotel de luxo.



"Governo vende antiga sede do Conselho de Ministros para reinvestir em habitação. Além da venda de imóveis em mercado livre, serão também constituídas PPP para arrendamento acessível. Alienação de edifícios do Estado necessária para tapar buraco na execução orçamental."


terça-feira, 1 de abril de 2025

A corrupção vai-se entranhando na Europa e corroendo a democracia

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Com a Europa também como destinatária, "os EUA exportaram o seu estilo de corrupção", disse Joseph Stiglitz  (Nobel da economia) em 2009 numa conferência no Estoril documentada pelo Jornal Público. "A exportação mais bem-sucedida da Rússia não é o gás nem o petróleo, mas a corrupção", disse Gary Kasparov (célebre xadrezista) à última edição do Jornal Expresso (na revista); e com a complacência dos dirigentes europeus.


E olhando para a Europa - e também para Portugal -, a corrupção, importada destes dois lados e para além do estilo próprio dos europeus, primeiro estranha-se pelo descaramento e pela ganância, mas depois, como se vê, entranha-se.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

No país dos sacos e saquinhos azuis

Diz-se muitas vezes que os sacos e saquinhos azuis são provocados pelo excesso de burocracia. Não é verdade. É perfeitamente possível gerir instituições públicas com contas certas e sem sacos azuis. Dá trabalho e requer estudo, mas compensa. Eleva os graus de transparência e eficácia. Torna mais produtivos os investimentos e a confiança de clientes, fornecedores e investidores. A democracia dá trabalho e nunca se ouviu o contrário; o serviço público também, já agora. E depois, é tudo uma questão de escola e de escala. Ora leia um caso que parece de sacões:



"Escondidos em livros estavam 75.800 euros em dinheiro no gabinete de Vítor Escária"


quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Porque falham as nações - post de 24.07.23



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O ensaio "Porque falham as nações", de Daron Acemoglu e James Robinson, conclui sobre a história universal dos últimos três milénios: as nações não falham por causa da geografia, da cultura ou da ignorância, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em "elites" e oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). E sublinha: só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se repercute positivamente no crescimento económico, nas empresas, na cultura e na escolarização.



O Congo, por exemplo, que tem abundantes riquezas naturais, permanece há séculos nos lugares cimeiros dos países pobres porque vive subjugado à extracção. Mobutu é o exemplo recente.

E é curioso: foram os portugueses que deram a conhecer a escrita aos congoleses, no século XVI, mas em pleno século XXI a nação de Camões e Pessoa ainda não erradicou a pobreza e a iletracia do seu território. O facto também se deve a "elites" extractivas. Foi assim com a escravatura, com o ouro, com as especiarias, com o colonialismo e com a recente crise de empresas parasitárias associadas ao sistema bancário.



A história desta empresa de telecomunicações (que chegou a ser uma das cinco com maior potencial no planeta) é um exemplo gritante de extracção. Já é o segundo pico de extracção no que levamos de milénio.


 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Porque falham as nações



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O ensaio "Porque falham as nações", de Daron Acemoglu e James Robinson, conclui sobre a história universal dos últimos três milénios: as nações não falham por causa da geografia, da cultura ou da ignorância, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em "elites" e oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). E sublinha: só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se repercute positivamente no crescimento económico, nas empresas, na cultura e na escolarização.



O Congo, por exemplo, que tem abundantes riquezas naturais, permanece há séculos nos lugares cimeiros dos países pobres porque vive subjugado à extracção. Mobutu é o exemplo recente.

E é curioso: foram os portugueses que deram a conhecer a escrita aos congoleses, no século XVI, mas em pleno século XXI a nação de Camões e Pessoa ainda não erradicou a pobreza e a iletracia do seu território. O facto também se deve a "elites" extractivas. Foi assim com a escravatura, com o ouro, com as especiarias, com o colonialismo e com a recente crise de empresas parasitárias associadas ao sistema bancário.



A história desta empresa de telecomunicações (que chegou a ser uma das cinco com maior potencial no planeta) é um exemplo gritante de extracção. Já é o segundo pico de extracção no que levamos de milénio.

 

 

domingo, 2 de abril de 2023

11 Cozinhas (post de 31.07.2018)


É tal o desvario imobiliário na zona histórica de Lisboa, que uma casa com 11 cozinhas esteve à venda por quase 6 milhões de euros. O assunto mediatizou-se e revelou - na defesa e no ataque - o tradicional e nefasto clubismo: é nos clubes como nos partidos, nos países, nas cidades, nos bairros, nas escolas e até nas praias. E, como se vai percebendo, o fenómeno aprende-se de pequenino e parece em crescendo. Vá lá: o vereador proprietário das 11 cozinhas demitiu-se.


domingo, 9 de janeiro de 2022

Do Ultraliberalismo, Dos Mercados Desregulados e Do Sistema

A suprema ironia, é ver os endinheirados - não todos, obviamente - pelo sistema vigente a fazerem discursos anti-sistema para capitalizarem votos pelo mundo ocidental; e instigam à violência, à polarização, à perseguição dos pobres, das minorias étnicas e até dos imigrantes que, no fundo, são contribuintes fundamentais; e ao fim da democracia.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

"Abriu-se mais uma (grande) Caixa de Pandora"


Diz o Expresso:


"Dinheiro, muito dinheiro, castelos, mansões e propriedades luxuosas, aviões, iates, obras de arte. 35 atuais e antigos Presidentes e primeiros-ministros, além de mais de 330 funcionários públicos em mais de 90 países, obtiveram estes e outros bens escapando ao escrutínio público – e é sobre isto o conjunto de artigos que começámos a publicar este domingo.
Cinco anos depois dos Panama Papers, muitos dos que usavam os serviços do escritório de advogados que esteve na origem deste escândalo passaram simplesmente a recorrer a outros escritórios do género - e continuaram com as suas vidas, mantendo as suas fortunas em segredo.

Agora, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), de que o Expresso é parceiro em Portugal, começou a publicar uma série de artigos baseados numa nova coleção - 11,9 milhões - de ficheiros confidenciais com informações sobre companhias offshore. Batizada com o nome Pandora Papers, a operação permitiu identificar os donos de 29 mil empresas offshore, em mais de 200 países — sendo a Rússia, o Reino Unido, a China e o Brasil os que possuem mais.

Nos ficheiros aparecem nomes de dezenas de líderes internacionais, como o primeiro-ministro da República Checa, que se autodenominava o “homem do povo” e fazia inflamados discursos contra a corrupção enquanto comprava em segredo uma propriedade luxuosa na Riviera Francesa; ou o Rei da Jordânia, que gastou 100 milhões na compra de casas luxuosas enquanto o seu país recebia ajuda externa; ou ainda o Presidente do Quénia, cuja família engrossava a fortuna de forma pouco clara enquanto ele preparava o regresso ao poder fazendo um discurso contra a corrupção.

Agora a resposta a uma pergunta que muitos leitores estarão a fazer: há portugueses? Há. Nos ficheiros dos Pandora Papers aparecem alguns. ESTÁ AQUI quem são três deles, no que estiveram envolvidos e que justificações deram ao Expresso.

E sim, o Grupo Espírito Santo volta a aparecer. A sociedade de advogados do Panamá que é um dos alvos da fuga de informação, conhecida pelo nome Alcogal, registou mais de 600 empresas de fachada para o núcleo de Ricardo Salgado e clientes do BES e tornou-se a preferida dos políticos: mais de metade dos políticos e funcionários públicos de todo o mundo que aparecem nos Pandora Papers estão associados a empresas incorporadas pela Alcogal.

A Caixa de Pandora está aberta e dela irão saindo novos artigos, que iremos publicando durante as próximas semanas.""