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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

“Ursos Não Há” de Jafar Panahi"



É uma obra-prima este filme do iraniano Jafar Panahi. É um nível elevado de cinema. Questiona de forma brilhante a misoginia, o fundamentalismo religioso e o árduo desafio que é fazer filmes no Irão. Recordo que o inesquecível realizador iraniano Abbas Kiarostami denunciou, em Cannes e em 2010, a prisão política, no Irão, de Jafar Panahi. São filmes que dificilmente chegarão ao grande público sem a RTP2.






domingo, 25 de maio de 2025

Jafar Panahi


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"Cannes deu a Palma de Ouro ao iraniano Jafar Panahi. A ver o que isto vai dar. Un Simple Accident foi rodado ilegalmente no Irão. Foram ainda premiados os brasileiros Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, intérprete e realizador de O Agente Secreto. Vasco Câmara"



Realizador de “Ursos Não Há” e de Um Taxi transgressor e na linha de Abbas Kiarostami como pode ler em  regras e prémios.



 


segunda-feira, 21 de abril de 2025

Cão preto - mas que grande filme chinês; homens, cães e Pink Floyd num filme imperdível

Um argumento muito metafórico e desconcertante e uma realização genial. Ou seja, o muito bom cinema chinês voltou às salas de cinema portuguesas. Cão preto é realizado por Guan Hu e interpretado por Eddie Peng, Chu Bu Hua Jie, Youwei Da e Qiang Gao (e é impressionante o que se consegue fazer com o galgo preto).


No Público pode ler-se:



"Estranhamente, as palavras da canção dos Floyd adquirem aqui uma ressonância especial, comovente, elevam-se acima delas próprias, e é o filme que faz isso. Derradeira alínea da carta de recomendação, portanto: esqueçam o horrendo teledisco de Alan Parker, foi preciso esperar quase cinco décadas para que viesse, e da China, um filme capaz de santificar o que nunca pareceu “santificável”, o The Wall dos Pink Floyd.


O ano é 2008. Após cumprir uma longa pena de prisão, Lang Yonghui (o actor, cantor e modelo Eddie Peng) regressa à cidade natal, situada no noroeste da China. Nesses anos em que esteve ausente, a pobreza devastou o local, levando os habitantes a abandonar a região e a deixar para trás os seus cães. Com os Jogos Olímpicos prestes a acontecer em Pequim e o Governo determinado a limpar o país, Lang encontra trabalho como caçador de cães vadios.


Durante uma das capturas, é mordido por um galgo preto, que alguns acreditam estar infectado com raiva. Para despistar a doença, Lang decide permanecer próximo do animal, observando o seu comportamento para perceber se terá contraído raiva. Contra todas as expectativas, os dois tornam-se inseparáveis.


Estreado no Festival de Cinema de Cannes, onde foi distinguido com o prémio "Un Certain Regard", este drama é realizado pelo chinês Guan Hu, que também assina o argumento, em colaboração com Rui Ge e Bing Wu."



terça-feira, 11 de março de 2025

Brincar com o fogo

Mais um filme francês imperdível, emocionante e muito bem realizado e interpretado. "Brincar com o fogo" é simultaneamente fascinante e duro e ajuda a perceber a vaga de violência de extrema-direita que se alastra na Europa. Ódio e divisão são os vocábulos que filiam milhares de jovens em grupos de “skinheads” supremacistas brancos. As irmas Muriel Coulin e Delphine Coulin realizam-no com um elenco muito bom. Mas que boa escola de cinema. O actor principal, Vincent Lindon, assume o papel de um pai sempre à beira do esgotamento com o caminho de um dos filhos adolescentes.


domingo, 9 de março de 2025

O romance de Jim - mais um filme imperdível

Comovente. Muito bem realizado e interpretado. "O romance de Jim" é uma superior homenagem à bondade, à humanidade, ao reconhecimento, à possibilidade de recomeço e ao valor da vida. Uma história só possível em democracia. Imperdível.


domingo, 26 de janeiro de 2025

"Ainda estou aqui" é um filme imperdível

"Ainda estou aqui", dirigido por Walter Salles, é um filme imperdível e muito oportuno. É um hino contra o esquecimento e a falta de memória histórica. É um retrato comovente e brutal sobre a ditadura militar no Brasil, mas extensível a todas as formas de ditadura. Recorda-nos o óbvio efeito devastador da prevalência do mal. É protagonizado por um conjunto muito bom, com destaque para Fernanda Torres.


Nota: O argumento, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega, é sobre a história de Rubens Paiva (1929-1971). Parte da biografia do seu filho Marcelo Rubens Beyrodt Paiva, que também foi vítima da ditadura militar instaurada no Brasil de Abril de 1964 até Março de 1985.


domingo, 27 de outubro de 2024

Um filme a não perder: Megalopolis (2024) de Francis Ford Coppola


Na linha de Citizen Kane (1941) de Orson Welles (Orson tinha 25 anos de idade quando o realizou), Megalopolis (2024) de Francis Ford Coppola (Francis tinha 85 anos de idade quando o realizou) tem a seguinte sinopse no Público:



"O projecto custou 120 milhões de dólares, que o próprio Francis Ford Coppola (leia a entrevista do Ípsilon com o realizador) financiou perante as sucessivas rejeições dos estúdios, depois de ter vendido uma parte das suas vinhas. Dura duas horas e 13 minutos (sem os créditos) e desvela-se como um épico: o conflito, numa Nova Iorque destruída, entre Cesar Catilina, um arquitecto individualista, e o corrupto Franklyn Cicero, o presidente da câmara de Nova Iorque. Ambos lutam pela reconstrução da cidade: de um lado, o idealismo e a utopia; do outro, a corrupção. Não é por acaso que, através dos nomes, a queda de Nova Iorque surge associada à queda do Império Romano. O filme é então uma fábula sobre o narcisismo e a ambição, sobre a vertigem que se apodera do espírito humano. Apresentado no Festival de Cinema de Cannes (onde Coppola arrecadou a Palma de Ouro de 1979 com Apocalypse Now), Megalopolis conta com elenco de luxo, em que se incluem Adam Driver, Giancarlo Esposito, Dustin Hoffman, Shia LaBeouf, Laurence Fishburne, Jon Voight, Nathalie Emmanuel ou Talia Shire (irmã do realizador). Vasco Câmara"



 


 


 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

“Ursos Não Há” de Jafar Panahi

É uma obra-prima este filme do iraniano Jafar Panahi. É um nível elevado de cinema. Questiona de forma brilhante a misoginia, o fundamentalismo religioso e o árduo desafio que é fazer filmes no Irão. Recordo que o inesquecível realizador iraniano Abbas Kiarostami denunciou, em Cannes e em 2010, a prisão política, no Irão, de Jafar Panahi. São filmes que dificilmente chegarão ao grande público sem a RTP2.


sábado, 3 de fevereiro de 2024

O Oficial e o Espião (J’accuse) (2)

"O Oficial e o Espião (J’accuse)" é o último, e imperdível, filme de Roman Polanski. Como sou um leitor para a vida do "Em busca do tempo perdido", de Marcel Proust, e como o caso do judeu Alfred Dreyfus é abordado em parte significativa da obra, vi o filme com redobrado interesse. Mas é uma obra de primeiríssima qualidade. Leia a descrição que acompanha o trailer:



"Paris, final do século 19. O capitão francês Alfred Dreyfus é um dos poucos judeus que faz parte do exército. Em 1884, uns inimigos alcançam o seu objetivo: fazer com que Dreyfus seja acusado de alta traição. Pelo crime, julgado a portas fechadas, ele é sentenciado à prisão perpétua no exílio. Intrigado com a evolução do caso, o investigador Picquart decide seguir as pistas para desvendar o mistério por trás da condenação de Dreyfus. Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza."



Na revista do Expresso começa assim:


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domingo, 21 de janeiro de 2024

"Zona de interesse" - de Jonathan Glazer; é mais um filme imperdível

"Quer conhecer um humano? Dê-lhe um bocadinho de poder."
Além disso, a banalidade do mal e a sociopatia atingiram um qualquer cume na aplicação e sustentação do nazismo. "Zona de interesse" fala-nos disso. Tem um argumento com muita actualidade, centrado na vida perfeita de uma família que habita em paredes-meias com Auschwitz; ele era o comandante do campo. A banda sonora transmite o que se passa no inferno, mas nunca o vermos. Imperdível.


domingo, 14 de janeiro de 2024

Dias perfeitos (2023), de Wim Wenders - um filme imperdível

É belíssimo o filme de Wim Wenders. "Dias perfeitos" foi filmado em Tóquio, com música norte-americana das décadas de 1970 e 1980 (não tivesse o Japão perdido a segunda-guerra ou as coisas boas não têm fronteiras?). O título leva-nos à perfect day de Lou Reed.


O que será um dia perfeito? E isso mexe com o sono e com o que sonhamos? O que fazemos com o tempo? Como está a sociedade moderna? E a sua relação com a memória e com a História? Damos importância aos detalhes? Vemos quem mantém as grandes cidades abertas? Olhamos para a natureza? Olhamos mesmo para o outro? É incessante a busca do amor? E como lidamos com a finitude? 


Wim Wenders revisitou essas interrogações. Construiu um grande filme, com cenários minimalistas e um número reduzido de actores; e com lentes simultaneamente felizes, comoventes e poéticas. É imperdível.