"Flotilha: Bloco não sabe onde estão os detidos, Pedro Nuno elogia “bravura” de Mortágua. Barcos da flotilha humanitária que se dirigia a Gaza foram interceptados por Israel. Entre os detidos contam-se Mariana Mortágua, deputada do BE, a actriz Sofia Aparício e o activista Miguel Duarte."
Os meus textos e os meus vídeos
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Mas que bela lição de cidadania
sábado, 2 de agosto de 2025
domingo, 16 de março de 2025
domingo, 6 de outubro de 2019
Votar
Dá ideia que estabilizou o sistema das mesas de voto por ordem alfabética. Demorei poucos minutos a votar. Nem sequer havia fila, ao contrário das restantes mesas, no local para o meu nome; e até me pareceu mais movimentada a escola onde voto há muito. Resta esperar pelos resultados.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
O Correntes faz hoje 15 anos

O "Correntes (em busca do pensamento livre)" faz hoje 15 anos e mantém um registo diário de publicações. Ter um blogue transformou-se numa segunda pele. 25 de Abril foi uma escolha significativa para o começo, com a liberdade de expressão como constante editorial. Nestas alturas, apela-se à participação cívica dos mais jovens com críticas às diversas formas de nepotismo. Mas é importante sublinhar que ainda é incómoda a condição de cidadão livre e com opinião e que é imperativo reerguer o espírito de Abril. É evidente que é incómoda, mas não seria a mesma coisa. Quinze anos depois, continuo a gostar de escrever neste registo e agradeço a vossa atenção.
Nota: por contenção de procedimentos, eliminei a presença no twitter e no instagram e reduzi as partilhas de posts no facebook. Há muito que eliminei o messenger dos dispositivos móveis para as mensagens privadas no facebook e é por isso que respondo muito menos.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Greves e Analogias
Ouvi muitos disparates sobre a carreira dos professores nestes mais de dez anos do cíclico "arremesso a quem lecciona". É também por isso que não falo do que não sei. Mas sei que a sociedade "estimula" a cidadania activa para além de partidos e sindicatos, mas que depois os poderes formais, comunicação social incluída, não perdoam o "atrevimento" se não estiver dentro dos limites estabelecidos no século anterior. É como se a democracia fosse estática. O meu blogue fez parte de um grupo de cerca de cinco que angariou (em 2009) uma quantia importante para questões jurídicas (o tempo deu-nos razão) que sindicatos e partidos desvalorizavam. Foi significativa a confiança que os professores depositaram, por transferência bancária, na nossa idoneidade. Não deu para financiar greves, porque os professores eram 140 mil (aliás, há uma analogia com os enfermeiros: como estes são já 70 mil, talvez fosse preferível que alguém lhes dissesse que são muitos). Recordo-me da antipatia com a blogosfera e há quem se lembre de procedimentos persecutórios. Os bloggers continuam por aí, nenhum aparece nas listas das auditorias à CGD ou afins e nem sequer nos processos das ilhas Caimão e associados. E depois, é fundamental ter informação detalhada (e de todas as partes sobre circunstâncias que envolvem, por exemplo, cirurgias hospitalares) para discutir as leis democráticas que suportam a greve como direito.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
domingo, 6 de dezembro de 2015
em que é que ficamos?
Passamos a vida a apelar à participação crítica dos cidadãos. É frequente a indignação com as origens do medo de existir. Mas se um cidadão era crítico fundamentado das políticas de Sócrates, e até das coreografias com a Fenprof e afins, era um direitista perigoso e corporativo. Se o mesmo cidadão usava igual sentido crítico com as políticas de Passos e Crato, e com os além da troika, era um esquerdista radical; um grego. Em que é que ficamos, afinal? Mesmo que o tempo prove que o tal cidadão tinha toda a razão, e mesmo que não tivesse, não me digam que o apelo de participação se circunscrevia à critica aos humores climatéricos, aos tempos livres das figuras mais mediáticas ou às diabruras dos "eleitores" do partido dos animais.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Da cidadania numa espécie de Madeira
A localização é taxativa: a acção cívica prejudica-me e sou um alvo a abater pelo poder político local dominante. Há muito que me repetem a condição. São conhecidas as provas e dois conselhos gerais escolares acentuaram as certezas de quem conhece os corredores destas decisões.
É natural, portanto, que pense no assunto e que faça um qualquer balanço.
Assim de repente, já disputei, em quase três décadas, duas dezenas de eleições escolares na espécie de Madeira em que habito. Sempre como alguém que faz da acção cívica na defesa da escola pública um exercício de risco. Mas uma defesa com provas dadas, também em nome da ambição organizacional, da inovação e da qualidade e como primeiro numa equipa ou em modelo unipessoal. Em mais de trinta anos de exercício profissional, nunca fui nomeado pelo poder central ou local. Os cargos que exerci foram sempre por eleição em sufrágio directo e universal com cadernos eleitorais abrangentes.
Das duas dezenas disputadas (e nem sempre apresentei candidatura), venci, ou vencemos, umas quinze. Das cinco não vencidas, duas foram listas únicas que não obtiveram, por um voto (por incrível que possa parecer a coincidência e com um intervalo de cinco anos), os 50% exigidos pela lei, uma outra registou um empate em votação nominal (o poder da altura nomeou a outra pessoa) e conhecem-se duas derrotas em votação colegial (as únicas em que os representantes partidários, e afins, votaram) precedida de um simulacro de concurso, sempre o mais difícil para alguém com estas características e com a particularidade de uma delas ter registado um empate na primeira volta seguida de uma derrota por um voto (parece uma sina). Essas duas candidaturas foram também em nome dos profissionais da Educação e de defensores da escola pública que não esquecerei.
Para alvo a abater não me parece um currículo desprezível.
Não me acomodo na muito respeitável crítica pela crítica, aguento-me bem ao estatuto determinado e nunca sabemos o que é que o futuro nos reserva. Em 2009, publiquei um texto, "O golpe", como denúncia da promiscuidade no público-privado nos assuntos escolares. Parece que foi demasiado incómodo e que acentuou o tal alvo a abater (expressão que não gosto nem uso, mas que me tem sido repetida por pessoas autorizadas). Cada vez que o releio, vejo-o mais certeiro e isso explicará muita coisa.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Das madeiras
Dizia-me um amigo que vive há mais de três décadas na Madeira: "Não é nada fácil o estatuto de perseguido pelas combinações caciques da Madeira, mas é uma honra". Compreendo.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
da estranheza com o humano
Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de escolar e atinge um grau elevado de rejeição quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.
É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".
Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
étienne balibar
Numa fase em que o Governo tenta extinguir a investigação nas humanidades e nas ciências sociais, o "I" publica uma longa e muito interessante entrevista ao filósofo Étienne Balibar. É evidente que relacionar os factos pode parecer sei lá o quê, mas quem ler a entrevista ficará com a certeza que as sociedades do futuro recuarão muito se prescindirem de quem as pense para além da espuma dos dias.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
dos deveres de cidadania
Aceito com gosto os convites para ir aqui ou ali, mas há uma necessidade de recato de que não prescindo. Estamos no final do período lectivo, e em época festiva com exigente logísitica, e apetece eliminar os compromissos. Esta semana ainda não vai ser possível.
Amanhã, 17, terça-feira, 200 kms para sul para um debate às 20h00; 18, quarta-feira, uma incursão mediática nocturna de que darei conta noutro post; 19, quinta-feira, 250 kms para norte para um debate às 21h00. Compreende-se que tenha recusado fazer 180 kms novamente para sul no dia 20, sexta-feira, para outro debate interessante.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
da estraheza com o humano
Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de escolar e atinge um grau elevado de rejeição quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.
É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".
Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.
Já usei parte deste texto noutro post.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
são apenas "falhas de comunicação"
Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de escolar e atinge um grau elevado de rejeição quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.
É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".
Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.
Já usei parte deste texto noutro post.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
legítima defesa
Este post é de 5 de Março de 2010.
A sua publicação na Gazeta das Caldas fez com que tivessem acontecido incomodidades várias (diverti-me, apesar de tudo). À medida que o tempo avança, republico-o em legítima defesa, para que a memória se avive e porque os factos são demonstrativos. O tempo é sempre o mestre supremo e não permite que os "actores" eternizem os seus papéis.
Golpe é o título de um texto que me fez regressar à Gazeta das Caldas para onde contribuía com regularidade antes de ter este blogue.
O Golpe diz assim:
"A propósito da recente polémica à volta da desnorteada rede escolar do concelho das Caldas da Rainha, considerei oportuno tomar uma posição que pode ser lida nos seus vários níveis de intervenção.
Foi por volta da década de noventa do século passado que se percebeu que o orçamento da Educação era demasiado apetitoso para que a ganância, que se afirmou através do PSD e do PS (o CDS e outros ficaram com empregos e fatias menores), o deixasse sossegado; potenciais PPP´s (parcerias público-privado,) ainda sem dono.
Vou fazer aqui um pequeno parêntesis para precisar que a fórmula PPP foi comprovadamente ruinosa para o estado, uma vez que os governantes assinavam contractos leoninos em benefício de empresas privadas para onde se passavam na primeira oportunidade, muitas vezes em comunhão espiritual com autarquias locais onde interrompiam obras integralmente públicas e já adjudicadas.
Desde a altura referida que as agendas mediáticas foram paulatinamente preenchidas pelo “tudo está mal na escola”, enquanto se edificavam escolas cooperativas em regime de excesso de oferta e em clima de quase mercado. Essa agenda foi levada até às últimas consequências, e com sonoro e central aplauso, a partir de 2005, através da destruição do poder democrático da escola.
Quando eclodiu a crise financeira, o PS foi apanhado de forma flagrante do lado predador. A mudança de agulha fez-se com a naturalidade de quem começa a dizer inverdades logo ao pequeno-almoço. Passou-se para um suposto lado contrário da agenda gananciosa, com mais uma epifania pato-bravista e de reanimação económica de imobiliários aflitos: a “parque escolar”. Estava quase tudo encenado para umas próximas legislativas e só faltava um detalhe precioso: somos os defensores da escola do estado e até retirámos financiamento aos nossos cooperativos que se dedicaram à privatização de lucros.
Os últimos tempos foram hilariantes (ou trágicos; é só escolher o lado). Ex-ministros do bloco central desceram da estratosfera e sentenciaram: escola do estado que seja pior fecha em favor da vizinha privada. Foi uma espécie de derradeiro serviço (consciente ou não), já que um deles até ameaçou desistir se a ideia não avançar de vez, numa intervenção que baralhou uma série de conceitos com a famigerada autonomia das escolas à mistura. Ao nível local foram convocados os inconscientes animadores de serviço.
Ou seja: edificaram inconstitucionalmente junto às escolas do estado – tentaram derrotar-lhes a fama e cobiçar-lhes os melhores alunos – inflacionaram as notas, colocaram professores sem concurso e em regime de amiguismo, construíram os rankings e já só falta subtrair uma boa fatia aos orçamentos. Uns grandes profissionais, sem margem para dúvidas. Um golpe perfeito, digamos assim. O pessoal da escola pública é bem mais naif e resistente e o país está no estado que se conhece.
domingo, 14 de abril de 2013
alternativas
Com a forma como nos podemos informar na actualidade, a guerra colonial não duraria três meses, foi mais ou menos isto que disse Manuel Alegre na sua entrevista à revista que acompanha o Público de Domingo. É realmente impressionante a forma como a informação e a comunicação evoluíram nas últimas décadas.
A mesma revista insere um crónica interessante de Vítor Belanciano que colei no post. Destaquei o lead porque é mesmo muito pertinente.
Se olharmos para a actualidade, do sistema escolar também, e pensarmos numa forma responsável de intervenção que seja sistemática (não efémera, portanto), que não se insira nos poderes formais que estão em queda de credibilidade e que asfixiam as liberdades de pensamento e de acção nem na fundação de organizações que acabem na mesma letargia (mesmo que atinjam um ou outro objectivo fundamental), as alternativas não são fáceis. Como o cronista refere, os movimentos das redes sociais têm sido decisivos mas cada vez se sente mais que é necessário "(...)ir para além do protesto emocional, ver as razões profundas dos problemas e procurar soluções de fundo.(...)".
terça-feira, 12 de março de 2013
democratização do regime
"(...)Num manifesto posto a circular, 60 personalidades de diferentes áreas consideram urgente "dar conteúdo político e democrático" à revolta dos portugueses e acusam os partidos de governar "sem ética e sem sentido de Estado(...)", é deste modo que o Expresso noticia o aparecimento deste movimento de "democratização do regime".
O Sol considera-o um manifesto de esquerda contra o monopólio dos partidos e diz que "(...)Os signatários do movimento «comprometem-se» a lançar um movimento «aberto a todas as correntes de opinião». A missão deste futuro movimento passa, para já, por fazer aprovar no Parlamento novas lei eleitorais e do financiamento das campanhas eleitorais , com vista ao «fim da concentração de todo o poder político nos partidos e na reconstrução de um regime verdadeiramente democrático».(...)".
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
avanços
A CGTP vai participar na manifestação de 2 de Março de 2013 ("Que se lixe a troika") e dizem-me que é a primeira vez que a central sindical integra uma manifestação que não organizou. No caso do sistema escolar, espera-se pela decisão dos restantes sindicatos (esta "espera" é só para sorrir um bocado).
É um avanço.
Bem sei que não se pode confundir a CGTP com todos os sindicatos nela filiados, a exemplo do que se passa com a Fenprof. Quando digo que é um avanço, estou a recordar-me do auge da luta dos professores em 2008 e 2009.
Como sou sindicalizado desde sempre e como apoiei os movimentos de professores (mais ainda, e naturalmente, os que nasceram na "minha" área geográfica"), conhecia relativamente bem os propósitos de ambos. Fiz um esforço de união. Modesto, mas determinado. E tanto me aborreciam as manifestações de anti-sindicalismo primário, como as defesas do sindicalismo-tout-court-e-encostado.
Recordo-me de um episódio. Numa semana que terminou com um grande manifestação de movimentos na capital, dois delegados sindicais entraram na sala de professores da escola onde sou professor e, enquanto distribuíam uns papéis, professavam: é contra os movimentos. Dei-lhes conta da minha indignação. Faziam o jogo do Governo de Sócrates e isso deixou marcas.
Espero, sinceramente, que outros ventos se levantem.
O propósito é simples. É também difícil? Claro que sim. Mas difícil é quase sinónimo de belo.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
movem-se
Estive hoje, ao fim da manhã nas Caldas da Rainha, numa reunião de professores empenhados na defesa da escola pública. Esta comunidade de docentes já tem um histórico nos movimentos de cidadania que têm surgido nos últimos anos. As acções têm-se desenvolvido, e muito bem, em torno de causas concretas.
O último movimento denominou-se "Em defesa da escola pública no Oeste" e a sua excelente acção é dirigida aos graves problemas que afectam a rede escolar no concelho, com incidência para as polémicas relações público-privado. O caderno de encargos que o movimento tornou público é mais abrangente, mas as circunstâncias vividas no verão, nomedamente o processo dos professores com horário zero, exigiram a selecção de dois ou três objectivos.
A reunião foi prolongada e a discussão interessante. Fiquei com a ideia que existe a firme determinação de aprofundar o que existe, de combater a nova vaga de destruição da escola pública que se aproxima e que o movimento referido dará corpo a essa necessidade numa próxima reunião.
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