Os livros de Franz Kafka, pelo menos os que li, são clássicos: intemporais, com uma escrita simples, escorreita e nada rebuscada. Kafka teve uma experiência de vida incomparável e revelou um profundo conhecimento da natureza humana. Surpreendo-me sempre com a sua generosidade e com o modo como extrai profundidade nos assuntos com a aparência mais ligeira.
"Carta ao Pai" é mais uma obra genial. Numa carta que um filho escreve ao pai, aprende-se muito: sobre a natureza do poder e sobre a sua abrangência educativa. Mas o que mais me impressiona é sua inquestionável actualidade: tenho andado por Giorgio Agamben, por Bragança de MIranda, por Philip Roth, por Slavoj Zizek, e, meu caro leitor, Franz Kafka inclui tudo o que de melhor se lê nos estudos destes ensaístas, e romancistas, no caso de Philip Roth, eméritos.
Faz, nesta data, dois anos que o meu querido pai faleceu. A sua memória é já um dos meus clássicos.
"Carta ao Pai" é mais uma obra genial. Numa carta que um filho escreve ao pai, aprende-se muito: sobre a natureza do poder e sobre a sua abrangência educativa. Mas o que mais me impressiona é sua inquestionável actualidade: tenho andado por Giorgio Agamben, por Bragança de MIranda, por Philip Roth, por Slavoj Zizek, e, meu caro leitor, Franz Kafka inclui tudo o que de melhor se lê nos estudos destes ensaístas, e romancistas, no caso de Philip Roth, eméritos.
Faz, nesta data, dois anos que o meu querido pai faleceu. A sua memória é já um dos meus clássicos.
Curiosamente, terminei de ler este livro de Kafka na 2ª feira. Talvez fosse o tipo de carta que muitos de nós escreveriamos aos nossos pais...
ResponderEliminarNa minha reinvenção da obra, Kafka tentou libertar-se dos fantasmas que lhe faziam sombra expondo-os na nudez de umas páginas brancas. Estão ali expostos imensos silêncios de uma vida inteira...
E que carta escreveria o pai de Kafka ?... Que cartas escreveriam os nossos pais?... Foi este o meu pensamento quando voltei a guardar o livro na estante...
o comentário anterior q entrou como anónimo é de avis rara
ResponderEliminarBem me pareceu. Obrigado.
ResponderEliminarComo um bebé, dou os primeiros passos neste mundo dos blogs. Neste atrevimento envergonhado, confesso-me fascinada por esta porta escancarada à intertextualidade. Confesso que nunca li Kafka, mas vou anotar o título para uma próxima ida à biblioteca ou à livraria. De resto, a questão do poder paternal (eu que sou pai e mãe) coloca-se-me todos os dias, no árduo labor da reconstrução junto dos meus filhos da imagem de um pai que partiu na primavera da vida. Gostaria muito que a curta memória que deixou nos filhos fosse um clássico aprendido de cor (com o coração!)
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ResponderEliminarFelizmente que o meu querido pai ,ainda é vivo. Ele é o meu herói! Tudo o que em mim , demonstra correção , persistência , criatividade e humildade , herdei dele....
Um beijinho pelos nossos , já, clássicos pais !
Fernanda Pinto
Descobri hoje o teu Blog, porque estás em destaque nos Blogs do SAPO. Parabéns! Continua!
ResponderEliminarMuito bonito. Obrigado.
ResponderEliminarSorte a tua. Abraço.
ResponderEliminarObrigado Luís. Abraço.
ResponderEliminarObrigado. Já conheço o blogue e passo por lá de vez em quando. Abraço.
ResponderEliminarParabéns pelo destaque no sapo.
ResponderEliminarO blog está muito bom, continue.
Cumprimentos
Kaska
Obrigado.
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