É um filme sobre a adolescência, essa inesquecível passagem para a responsabilidade individual. Gus Van Sant, realizador americano que assina o fantástico Psycho (1998), pega num argumento difícil e constrói uma narrativa de eleição. Os críticos especializados são unânimes: quatro estrelas num máximo de cinco.
Vimos "Paranoid Park" numa das salas do King: numa sessão de sábado à noite e com poucas pessoas.
O argumento gera, desde logo, uma atmosfera de risco: jovens da escola secundária, do tipo mimado e egoísta, mas conscientes disso mesmo, agrupados por critérios modistas e frequentando ambientes limite - desde logo o Paranoid Park, um lugar onde skaters genuínos se misturam com adolescentes retardados, tanto de dia como de noite -.
Gus Van Sant consegue um efeito espantoso: apesar da história meter um homicídio, voluntário ou não, para o caso pouco interessa, o realizador centra-nos nos problemas dos adolescentes e nas suas expectativas. Li um registo de certo modo optimista e que alerta-nos para vocábulos que nunca devem ser desprezados: acaso, absurdo, sorte e azar. Aconselho vivamente.
Ora clique no trailer, meu caro leitor, são só 1.32 minutos.
Vimos "Paranoid Park" numa das salas do King: numa sessão de sábado à noite e com poucas pessoas.
O argumento gera, desde logo, uma atmosfera de risco: jovens da escola secundária, do tipo mimado e egoísta, mas conscientes disso mesmo, agrupados por critérios modistas e frequentando ambientes limite - desde logo o Paranoid Park, um lugar onde skaters genuínos se misturam com adolescentes retardados, tanto de dia como de noite -.
Gus Van Sant consegue um efeito espantoso: apesar da história meter um homicídio, voluntário ou não, para o caso pouco interessa, o realizador centra-nos nos problemas dos adolescentes e nas suas expectativas. Li um registo de certo modo optimista e que alerta-nos para vocábulos que nunca devem ser desprezados: acaso, absurdo, sorte e azar. Aconselho vivamente.
Ora clique no trailer, meu caro leitor, são só 1.32 minutos.
A falta de salas de cinema no Porto que permitam uma alternativa aos chamados multiplexes com coca-cola e pipoca reflete o marasmo cultural em que cada vez mais mergulha a cidade do Porto, por isso quando quero ver determinados filmes tenho que me socorrer de videoclubes e da fnac. É lamentavel.Feito o desabafo, vou tentar encontrar um modo de ver este filme...
ResponderEliminarabraço
Imagino. Vivi no Porto entre 1978 e 1983 e frequentava as salas Lumiére (duas) o cinema Trindade e a sala Bébé: tb via cinema no charlot, no foco e numa sala excelente que havia perto do pavilhão rosa mota. Ainda existe alguma destas salas? Abraço.
ResponderEliminarNenhuma dessas salas existem mais a fazer projecção de filmes. Tambem eu as recordo com saudade.
ResponderEliminarAbraço.
Bem me parecia. Noutras cidades tb fecharam salas, mas no Porto foi mesmo uma razia. Abraço.
ResponderEliminarO homicídio pareceu-me claramente involuntário - apenas um impulso defensivo contra o vigilante que perseguia de cacete de chumbo em riste os penduras do comboio de mercadorias numa acção, essa sim, terrivelmente agressiva e desproporcionada, e a lamentável ocorrência do outro comboio .
ResponderEliminarComo o discurso é na primeira pessoa não temos dúvida sobre isso.
O que interessa é que o jovem que não convive bem com o sucedido não tem ninguém com quem falar à vontade sobre o incidente e as suas repercussões. Apenas o colega do Skate que testemunhou o incidente o desculpabiliza.
Há também essa fractura entre os skaters da margem e os da burguesia urbana.
Claro, claro, também me pareceu. Quando escrevi o post, lembro-me da ideia de isso não ser importante para quem viesse ler. A ideia do jovem não ter com quem falar parece-me bem observada. Não diria fractura, diria antes acaso, absurdo, sorte e azar. Abraço.
ResponderEliminar