Tenho passado alguns fins de tarde nas salas do único cinema da cidade onde vivo. O cinema é o Delta (de acordo com o dicionário que consegui acrescentar ao elenco de "widgets" - qualquer coisa como pequenas aplicações - do sistema operativo do meu computador: "quarta letra e terceira consoante do alfabeto grego; terreno situado entre dois ou mais braços de um rio, junto à foz, apresentando a forma da letra grega deste nome"), e tem uma agenda limitada pelos discutidos critérios de bilheteira. Compreensível.
Mas não resisto: entre uma abalada até à Foz do Arelho, uma tarde bem passada no sossego da minha casa ou uma ida ao cinema, tenho escolhido a última alternativa. Embora o inverno já não seja aquilo que foi, a ideia de antecipar as idas à Foz parece-me arriscada. Uma vez por semana, procuro ir ao cinema. Sou, minimamente, claro, criterioso na escolha, ou seja, não vejo tudo o que exibem: e isso limita-me. A sala está quase sempre vazia, vejo os filmes acompanhado de três ou quatro pessoas, no máximo.
Tenho visto poucos filmes realizados por portugueses: e isso aborrece-me. A produção é reduzida e a maioria das fitas não passa por aqui.
"Jogos de Poder" e "Call Girl" estavam em exibição simultânea: o primeiro já o tinha visto e "Call Girl" foi, então, a escolha possível. O realizador, António-Pedro Vasconcelos, é um nome que me merece respeito. Realizou filmes marcantes: "Oxalá", que reflectia o Portugal de depois da Revolução ou "O Lugar do Morto", que tem excelentes ideias de cinema.
"Call Girl" é um filme fraco, mas com bons actores, e tem pormenores inaceitáveis: o bigode da personagem interpretada pelo excelente Nicolau Breyner é completamente artificial: vê-se ao longe e de primeira.
O argumento é vulgar e exagera nos lugares-comuns. Enfim, um filme que se vê mas que rapidamente se esquece.
O argumento é vulgar e exagera nos lugares-comuns. Enfim, um filme que se vê mas que rapidamente se esquece.
Um filme desinteressante. Abraço.
ResponderEliminarEu queria comentar, mas seria muito discriminador para todos. Por isso apenas digo aos nossos cineastas e produtores: Façam o que fizerem, façan-no bem sem complexos e da melhor maneira possivel. Não me sinto obrigado a ir a um filme novo português, alias sou muito de momentos, em cada momento decido.bons filmes, sao como bons livros: teem o direito a uma primeira vez de leitura, de vizualização numa sala de cinema, depois, bem, depois depende do quanto eu gostei ou nao...
ResponderEliminarEspero não ter escrito muitas patetices mas hoje estou assim... 24 de fevereiro, meu "velhote" faria anos...Abraço.
Olá,
ResponderEliminardepois de ter saído a meio do "Crime do Padre Amaro" (coisa que não me acontecia há anos), resolvi nem me dar ao trabalho de comprar o ingresso para o "Call Girl"...
Espero que estejas melhor. Vocês ontem fizeram falta!
Boa semana.
Subscrevo. Abraço.
ResponderEliminarForça aí. Abraço grande.
ResponderEliminarOlá. Estou melhor. Obrigado Cibele. Abraço.
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