José Luís Sarmento tem uma presença intermitente na blogosfera. Mas, por vezes, resolve-se a publicar umas pérolas.
Ora leia.
"A história toda é impossível de contar. O que vou fazer é pegar em alguns episódios desgarrados mas significativos e contá-los aqui por ordem mais ou menos cronológica.
Quando se deu o primeiro, teria eu talvez oito ou nove anos. No meu livro de leitura vinha aquele poema de Guerra Junqueiro: Pela estrada fora, toc toc toc /Guia um jumentinho uma velhinha errante... Estão a ver que poema é, não estão? Eu na altura gostei dele e acho que até o aprendi de cor. Não é que compreendesse palavras como "errante", "rol" ou os diversos sinónimos de burrinho; mas não fazia mal: o que não compreendi na altura, vim a compreender mais tarde. O que não me aconteceu foi ficar traumatizado ou perder a auto-estima por ler um texto em que havia palavras ou frases que eu não entendia.
Passemos adiante, até aos meus catorze anos. Por essa altura eu e um colega meu decidimos construir uma espécie de canoa para andar na Barrinha de Mira..."
E continua aqui.
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