Têm sido umas semanas cansativas e hoje estou particularmente saturado. Não queria este tipo de desassossego, confesso. Desejo agitar-me de modos diversos. Estar, e continuar, em rede num momento como este, é um imperativo cívico.
Não me lembro de ter visto tantos programas - jornais, entrevistas e debates - televisivos. Quando perdia algum, ia procurá-lo nos vídeos dos sítios na internet dos canais televisivos. Os mails tiveram entradas inéditas. Descobri blogues: alguns passaram a receber a minha visita frequente.
Nem sei o que vem por aí, durante a semana logo se vê, mas espero voltar a um ritmo mais próximo daquele que tento incutir nos meus alunos: diversificação de tarefas.
Amanhã. volto ao ginásio e ao cinema: No Vale de Elah, de Paul Haggis, é o escolhido.
"As minhas leituras", de José Luiz Sarmento, é um blogue que passei a frequentar. Num tempo em que os professores portugueses vivem o seu dia seguinte, encontrei por lá a seguinte síntese:
"Quero reformas, já!
Primeira reforma: reduzir drasticamente o colete de forças burocrático que torna quase impossível o ensino.
(Mas esta, a ministra nunca a fará, porque para isso teria que desmantelar a maior parte dos organismos do Ministério e com isso muita gente ia perder poder).
Segunda reforma: tirar aos cientistas da educação o poder de impor administrativamente as suas teorias e dar liberdade às escolas para adoptarem a filosofia educativa que entenderem, de forma a que não se infantilizem os alunos e não se desvalorize o conhecimento.
(Mas esta, a ministra nunca a fará, porque o eduquês é já uma indústria que move milhões).
Terceira reforma: reprimir fortemente o incivismo, que destrói a paz necessária ao ensino e à aprendizagem.
(Mas esta, a ministra nunca a fará, porque vai mexer no lumpen e o governo tem quase tanto medo do lumpen como dos banqueiros)".
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