Continuo muito atento aos desenvolvimentos sobre a torrente, política e técnica,
que ameaça abater a situação profissional dos professores portugueses: também a minha, portanto.
incompetência técnica sustentada por uma atitude política apressada?
incompetência técnica sustentada por uma atitude política intencional?
o tempo, veloz e inaudito, encarregar-se-á, ou não, de esclarecer,
incompetência técnica sustentada por uma atitude política intencional?
o tempo, veloz e inaudito, encarregar-se-á, ou não, de esclarecer,
que ameaça abater a situação profissional dos professores portugueses: também a minha, portanto.
Vi, dois dias depois da célebre manifestação, as declarações de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof: saía duma reunião com um dos secretários de estado da Educação e falava de sinais de flexibilidade no reaberto processo negocial.
Vejo, hoje, dia 12 de Março de 2008, numa conferência de imprensa da equipa que governa o ministério da Educação, um sinal de que tudo deve ficar como está. Começou, a senhora ministra, por dizer: "tem de simplificar-se o processo e retirar a referência aos objectivos".
Depois, voltou aos já conhecidos e estafados argumentos. Estranho, muito estranho.
Teremos um governo entrincheirado atrás de uma ministra?
Teremos uma ministra, plenamente convencida dos seus "justos" argumentos, em roda livre e a "lutar" contra tudo e contra todos?
Qualquer das situações seria uma coisa descomunal, já se vê.
Nem o imperativo de ter de avaliar-se, no presente ano lectivo, apenas 7 mil professores serve de sinal: um só professor, nesta situação, exige que uma escola tenha de montar o diabólico processo. Ideia imberbe, claro está.
De seguida, vejo de novo Mário Nogueira, a dizer mais ou menos o seguinte: "ontem, o senhor secretário de estado deu sinais de flexibilidade e hoje a senhora ministra vem recuar nesse propósito negocial. Só esperamos até sexta-feira. Caso contrário: está na hora, está na hora, da ministra ir embora". Assim mesmo, pelo menos no que toca ao refrão com que concluiu a sua breve intervenção.
Parece-me que deram-se passos gigantes com o processo que exigiu a inédita e impressionante manifestação:
uniram-se, como nunca, os professores;
esclareceram-se os principais constrangimentos de todo este processo;
mudou uma parte esmagadora da opinião publicada.
A luta deve continuar: está quase tudo por fazer. Pela minha parte, estou aqui.
(Reedição. 1ª edição em 12 de Março de 2008.
Vejo, hoje, dia 12 de Março de 2008, numa conferência de imprensa da equipa que governa o ministério da Educação, um sinal de que tudo deve ficar como está. Começou, a senhora ministra, por dizer: "tem de simplificar-se o processo e retirar a referência aos objectivos".
Depois, voltou aos já conhecidos e estafados argumentos. Estranho, muito estranho.
Teremos um governo entrincheirado atrás de uma ministra?
Teremos uma ministra, plenamente convencida dos seus "justos" argumentos, em roda livre e a "lutar" contra tudo e contra todos?
Qualquer das situações seria uma coisa descomunal, já se vê.
Nem o imperativo de ter de avaliar-se, no presente ano lectivo, apenas 7 mil professores serve de sinal: um só professor, nesta situação, exige que uma escola tenha de montar o diabólico processo. Ideia imberbe, claro está.
De seguida, vejo de novo Mário Nogueira, a dizer mais ou menos o seguinte: "ontem, o senhor secretário de estado deu sinais de flexibilidade e hoje a senhora ministra vem recuar nesse propósito negocial. Só esperamos até sexta-feira. Caso contrário: está na hora, está na hora, da ministra ir embora". Assim mesmo, pelo menos no que toca ao refrão com que concluiu a sua breve intervenção.
Parece-me que deram-se passos gigantes com o processo que exigiu a inédita e impressionante manifestação:
uniram-se, como nunca, os professores;
esclareceram-se os principais constrangimentos de todo este processo;
mudou uma parte esmagadora da opinião publicada.
A luta deve continuar: está quase tudo por fazer. Pela minha parte, estou aqui.
(Reedição. 1ª edição em 12 de Março de 2008.
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