Já faz algum tempo que recebi por email o texto que vou colar nesta entrada. O leitor está identificado mas pediu-me para omitir o seu nome; compreendo as suas razões.
Ora leia.
"Têm razão para ter vergonha os que entregam os objectivos, os que sentem que estão a trair uma luta que levou 120 mil às ruas de Lisboa dizer bem alto que este modelo é injusto e que o rejeitavam.
Têm motivos para não olhar de frente aqueles que resistem e que, dignamente, mantêm a sua posição e que não claudicam perante as ameaças (sejam elas do secretário de Estado ou de algum presidente de Conselho Executivo que gosta de mostrar as garras para disfarçar que também anda cheio de medo).
Têm razão para se sentirem envergonhados quando confrontados com colegas que vivem em situações económicas bem mais difíceis, mas que teimam em provar que são Professores, que são Homens e Mulheres com princípios e gostam de andar de cabeça erguida.
O 25 de Abril é cada vez mais uma recordação distante. Agora eu percebo por que tivemos o Salazar tanto tempo. Por medo. E no entanto, havia quem resistisse. E com riscos bem maiores do que os que possa haver hoje, nesta espécie de Democracia.
É tão giro ir às manifestação, assinar abaixo-assinados e até fazer greves.
Mas quando chega a hora de correr um risco - ainda que mínimo -, de mostrar coragem e dignidade, há quem acabe por entregar os objectivos.
Brindo aos que resistem!"
...brindemos aos que resistem, concordo.
Olá Paulo!
ResponderEliminarNão me surpreende.
Já disse isto várias vezes: o problema dos professores não é a ministra (com minúscula, dada a pessoa que ocupa o cargo) da Educação, são eles próprios.
Ministras como esta só surgem em terreno propício e dele se alimentam.
Foram 110/ 120 mil nas ruas, é verdade, mas nem todos foram manifestar-se contra este modelo de avaliação (que, aliás, muitos nem se deram ao trabalho de conhecer) ! Uns não foram além disto: Piu , piu , piu , a ministra já caiu"!!! Outros (demasiados) foram apenas à rua! É divertido e não é perigoso: anda-se escondido no meio de um mar de gente. O mesmo se diga em relação a um abaixo-assinado ou a uma greve.
A que se deve este medo de ser sozinho de que tantos professores sofrem e que os leva a esconderem-se no meio dos outros? Deve-se à falta de informação que, em muitos casos, é confrangedora! Deve-se à falta de convicções, de firmeza ética e de um valor profissional intrínseco!
Não gosto da comparação com o medo anterior ao 25 de Abril. Havia razões para o medo e, por isso, eram corajosos os que resistiam. Hoje, e na situação em questão, dada a pequenez das supostas razões fica-se aquém do medo: é apenas cobardia!
Por isso, também não brindo aos que não entregaram objectivos (o que quer que isso seja!). Não são corajosos, são apenas Professores.
É tempo de reler Georges Orwell - O Triunfo dos Porcos!
Maria de Lurdes, sim.
ResponderEliminarPorque acho que ela seria capaz de o subscrever! Principalmente a dúvida em relação ao que serão "Objectivos Individuais"!
Beijos
Manuela
Obrigado pela sugestão: aceitei-a para não ferir susceptibilidades e para respeitar as circunstâncias de cada um,
ResponderEliminarÉ mesmo tempo de ler e de reler e de meditar.
O seu nome está com piada. É a própria?
Cumprimentos.
Tens razão Manuela. A descomunalidade dos objectivos individuais: que raio de coisa esta.
ResponderEliminarBeijo.
ResponderEliminarTambém brindo aos que resistem, e aos que dizem NÃO.
Nem seria de esperar outra coisa.
ResponderEliminarAbraço.
ResponderEliminar"QUANDO O CAMINHO SE TORNA DURO, OS DUROS CAMINHAM"
ResponderEliminar"QUANDO O CAMINHO SE TORNA DURO, OS DUROS CAMINHAM"
Isso, isso.
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