Temos o hábito de trocar umas impressões no final do dia. Cultivamos a ideia de repartir as venturas e as desventuras das nossas aulas: umas correm bem mas outras nem tanto assim. É mesmo fundamental que uma escola institua esse clima; e na minha pugna-se por isso.
Estávamos os dois numa amena troca de dificuldades, quando caímos no duplo sentido das cotas:
- já não somos nenhumas crianças e o nosso percurso profissional ultrapassou o período do meio - estamos a ficar uns cotas, portanto -;
- com este modelo de avaliação, assente na ideia das cotas, perder-se-ia o sentido da partilha e da cooperação: seria cada um por si que o outro é apenas mais um competidor.
Esse fechamento difícil de evitar seria um inimigo da profissionalidade docente, principalmente num mundo mais aberto e onde a composição de cada grupo de alunos obedece, cada vez mais, a uma saudável característica: a diversidade.
Mas para perceber isso é preciso conhecer a semântica de uma escola e de uma sala de aula.
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