terça-feira, 6 de janeiro de 2009

de copenhaga a estocolmo


 


 


 


 


Recebi por email um texto apócrifo com matéria muito interessante. Vale mesmo a pena ler e, se for caso disso, divulgar. O texto traz como título "Travar para pensar". Muito oportuno.


 


Ora leia.





 


"Experimenta ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dás contigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.


A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas .


Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza .


A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais .





O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.


É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.


Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.


Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).


Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária".


 



 

5 comentários:

  1. (Continuação do comentário anterior)



    É bem verdade que as pontes, aeroportos, auto-estradas, caminhos ferroviárias para o TGV, etc. que se quer construir em Portugal sejam um desperdício de tempo e dinheiro, mas o nosso país, ao contrário dos países nórdicos, precisa destas obras, porque é delas que dependem o nosso desenvolvimento económico ( é de salientar que esses países não tiveram o mesmo percurso histórico que Portugal, p.ex: não sofreram o domínio de um fascista que a custo do enriquecimento do estado fechou as fronteiras à Europa, voltando as costas ao desenvolvimento tecnológico,etc.).



    Concluindo: Acho que os portugueses em geral devem ganhar um certo brio pela terra que teem, recuperar um certo patriotismo e dar-lhe a mesma dedicação que se dá ao futebol, cansarmo-nos de estar na "cauda da europa"; tentar superar as nossas expectativas, ser um exemplo, tal como a Suíça ou Bélgica (que apesar de ser mais pequeno que Portugal, tem TGV), ser a grande nação que outrora grandes portugueses como Camões e Pessoa sonharam, atingir o nosso potencial.

    Meus caros, deixemo-nos de ser mesquinhos. Há que olhar para o futuro, evolução, desenvolvimento...



    Isto sim é o que dá que pensar,

    Grata pela vossa atenção,

    Jodene Michélle Da Silveira



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  2. Viva Jordene.

    Obrigado pelo seu interessante comentário. Partilho de muitos dos seus pontos de vista; também me pareceu interessante o texto que resolvi publicar e que podia suscitar um importante debate.

    Assim que possa vou percorrer os links que sugere. Não sou especialista na matéria e o meu único interesse no assunto é na relevante função de cidadania interessada e informada.

    Os melhores cumprimentos.

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  3. Espero que não tenha pensado que estivesse a atacá-lo, de maneira nenhuma, pois também recebi esse e-mail, e, por mero acaso, enquanto pesquisava os sites que disponibilizei, encontrei o seu blog no google, e achei interessante comentar.
    Os melhores cumprimentos;
    Jodene Da Silveira

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  4. Francamente Jordene. Nem tal me passou pela cabeço. Não vi no que escreveu nada disso nem deve ler nas minhas palavras o mais leve sinal desse sentimento. Respeitei muito o que escreveu e estou mesmo muito habituado á discordância.

    Tentarei nos, nos próximos dias, ler com atenção o seu interessante comentário.

    Apareça sempre.

    Os melhores cumprimentos.

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  5. Pois meus caros, é certo que o TGV, aeroporto e novas pontos são potencias pontos de partida/continuação para o desenvolvimento do nosso país. Mas já tentaram fazer um casa a começar pelo telhado? Quando vocês compram uma casa, vão comprar a mais cara apenas para as visitas estarem bem servida? Pois, uma casa começa-se por baixo e compramos aquela que melhor serve as nossas necessidades.
    É bom saber que o meu país está a pensar em se desenvolver, a gastar rios de dinheiro, e eu que acabei um curso superior ter de estar fora do meu país para puder ter emprego na minha area. É bom também falar com pessoas da Suécia e Finlândia (apenas para exemplo) que chefiam equipas de investigação de renome internacional e saber que em Portugal elas não têm a oportunidade que estes países lhe deram.
    Pergunto: não seria melhor gastar todo este dinheiro na formação dos portugueses e permitir um desenvolvimento futuro (TGV e afins) com bases mais sólidas? Parece-me que a construir todas estas obras públicas, é um passo para o país desmoronar em vez de avançar.

    Contudo, concordo que Portugal deve estar a pensar no futuro para se colocar, de vez, fora da cauda da Europa. Mas para os portugueses ganharem amor à sua pátria, tal como Camões e outros grandes nomes, é preciso o Governo mostrar que também tem amor ao país que representa em vez de mostrar "amor" aos estrangeiros.

    O TGV e o novo aeroporto não são para benefício dos portugueses. Um dos pontos favoráveis é o emprego, mas aposto que esse está no fundo de uma lista, emcabeçada por motivos meramente exibicionais para o exterior.

    Agora, segundo se fala, vem aí o Mundial de Futebol. É realmente o desporto rei e é igualmente um dos desporto onde Portugal não ganhou nada a nível internacional. Atletismo, natação, jugo, hóquei em patins, vela, etc, que já mostraram Portugal ao Mundo por bons motivos são excluídos. Mas aqui é assim, os bons são postos de parte (veja-se o exemplo que dei mais acima sobre algumas pessoas).

    Expo 1998, Euro 2004...grande eventos, Portugal sempre na vanguarda Mundial, mas pergunto: Onde está o retorno? A grande diferença entre nós e alguns países, é que eles fazem estes eventos quando sabem que têm estruturra sólida e depois aproveitam tudo ao máximo, durante vários anos. Portugal tem tudo para ganhar esta estrutura, mas falta-lhe calma.

    Outro exemplo exibicionista: Allgarve?? Portugal acaba agora no Baixo Alentejo. Em Albufeira (podem haver outros, não sei) existem restaurantes em que o Menu está em Inglês, Alemão, Francês, e nem ver a nossa língua, Português! Além disso, nós, portugueses, indo a estes restaurantes no nosso país, temos de falrar inglês para nos entenderem. Inadmissivel e vergonhoso. É isto o que o Governo quer? Que os estrangeiros invistam em Portugal, certo, mas que retirem a nossa identidade?

    Fico-me por aqui, por hoje.

    Gostei bastante deste blog e vou visitar mais vezes.

    Abraços

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