domingo, 25 de janeiro de 2009

inaceitável

 



 


 


 


Quem vai opinando nos órgãos de comunicação social de grande audiência concorda: este modelo de avaliação de desempenho de professores não tem pés nem cabeça, não foi sequer objecto de nenhuma fase experimental e deve ser suspenso. Com excepção de algumas pessoas do governo, os responsáveis políticos e os fazedores de opinião compreenderam, finalmente, a razão dos professores.


 


Contudo, resta sempre um último argumento: não seria bom suspender porque jamais teríamos avaliação de professores. Francamente. O argumento do jamais é, desde logo, uma figura de retórica em acentuado descrédito. Por outro lado, o que é que podem esperar dos professores?


 


Se o modelo é inaplicável e ainda por cima requer diferenciações à décima, como é que podemos fazer de conta? É claro e óbvio que nem vamos nem podemos desistir.


 


Os responsáveis políticos que inventaram esta monstruosidade é que têm de resolver o problema. É inaceitável que se diga o contrário ou que se alijem responsabilidades. Os professores já deram provas da sua coragem e da sua firmeza e a democracia portuguesa só tem de nos agradecer; e, já agora, o governo também: se não fossem os professores, o chorrilho de disparates já tinha enlouquecido de vez o ambiente escolar.

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