quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

realpolitik

 


 


 


 


 


O José Luiz Sarmento tem no seu excelente blogue, aqui, uma entrada muito interessante e cujas preocupações partilho em absoluto.


 


E acrescentava uma outra questão que merece uma eterna reflexão: como discutir as políticas pugnando pelo desconhecimento do carácter de quem as propõem e promove? É um dilema, realmente. Mas lá que o primeiro requisito deve ser um bom carácter não tenho dúvidas em afirmá-lo.


 


Mas vamos lá então à entrada do "As minhas leituras".


 



 



"Estereótipos.



 

Os professores são ignorantes, preguiçosos e não sabem ensinar. Os juízes são ignorantes, formalistas e indiferentes à justiça substancial. Os médicos são ignorantes e mercenários. Os jornalistas são ignorantes, superficiais, vendidos e servis. Os padres são ignorantes e hipócritas. Os militares são ignorantes, prepotentes e inúteis. Os políticos são ignorantes, medíocres e servem interesses particulares em detrimento do bem público. Os empresários são ignorantes, broncos, desonestos e gananciosos. Os polícias são ignorantes, cobardes e corruptos.



Todas estas afirmações têm uma parcela de verdade. No caso dos professores, sei por conhecimento próprio que essa parcela é pequena. E nada me autoriza a presumir, no que respeita às profissões que não conheço por dentro, que ela seja maior.



O que me suscita três perguntas: a quem servem estas generalizações? A quem interessa incentivar a inveja? E a última, bem mais difícil: a quem interessa generalizar a ignorância de modo que o que hoje é calúnia seja amanhã verdade?"

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