(encontrei esta imagem aqui)
Recebi por email um texto que, e segundo o que me escreveram, levou quase um hora para ser aprovado, de conclusões sobre a reunião de ontem no Teatro Aberto, em Lisboa.
Ora leia.
“Os 180 PCEs reunidos, em Lisboa, no dia 21/3/2008, aprovaram por unanimidade a seguinte resolução:
Os Presidentes dos Conselhos Executivos reunidos em Lisboa, continuam a manifestar a sua preocupação na defesa da Escola Pública.
A não suspensão do modelo em vigor, proposta em ocasiões anteriores é susceptível de inviabilizar, no espaço da actual legislatura, a construção de um sistema de avaliação de desempenho docente digno e justo.
Conforme assinalámos a seu tempo, a aplicação em curso do modelo de avaliação esgota-se num conjunto de procedimentos de natureza administrativa que não cumprem os princípios e finalidades da avaliação do desempenho dos docentes.
As objecções e as reservas anteriormente manifestadas em relação ao modelo de avaliação estão, assim, a ser confirmadas na prática.
Neste quadro de análise, a leitura da legislação no que respeita à entrega dos objectivos individuais, determina a recusa, pelos Presidentes dos Conselhos Executivos, da adopção de medidas arbitrárias que possam, de alguma forma, penalizar os docentes.
Os Presidentes dos Conselhos Executivos aqui presentes reafirmam a sua total disponibilidade para contribuir na construção de soluções de avaliação do desempenho docente sérias, credíveis e justas.
Por considerarem importante promover a uniformização de medidas – já de si ferida pela adopção diferenciada de procedimentos nos Açores e na Madeira – entendem ser indispensável divulgar e fazer subscrever junto de todas as escolas do País a posição aqui assumida.”
ResponderEliminarPara onde vamos? Para onde querem ir estes PCE? Não andamos a ficar parados no mesmo sítio? ESTAMOS A FICAR SITIADOS?
Ai, ai, ai...
ResponderEliminarFalam, falam, falam, falam e não os vejo fazer nada...
Fico chateada.... fico chateada.
Vamos esperar que Abril seja igual a si mesmo
ResponderEliminarvamos ver o que o futuro nos reserva.
ResponderEliminar
ResponderEliminarNeste momento, vem-me à cabeça a imagem da toupeira, proposta por Hegel e retomada por Marx no Manifesto, sobre o trabalho astucioso, subterrâneo e cheio de surpresas como se faz a história.
É preciso que continue a haver sinais de que, por debaixo da terra, as toupeiras, esses animais com problemas de visão - para o Governo e seus acólitos, evidentemente - circulam sem darem conta da sua existência e que, de repente, irrompem onde menos se espera. Esse trabalho surdo ocorre sem cessar, mesmo se a ordem reina na superfície e nada parece indicar turbulências próximas.
É esse sinal que é expresso na resolução tomada na reunião de 21 de Março pelos PCEs.
Continuem os professores, convictamente e sem tergiversações, a sua acção subterrânea pois a hora da manifestação da sua verdade soará quando menos se esperar.
Excelente a metáfora.
ResponderEliminarQue seja como tu o vês, meu caro Vasco.