(encontrei esta imagem aqui)
Quem o afirma é o novo presidente do CCAP (conselho científico da avaliação dos professores). Numa notícia publicada pelo DN, aqui, o novo presidente do CCAP, e depois da visita a 10 escolas, chega ao conjunto de conclusões que pode ler no link referido.
Um dos aspectos que considero mais relevante, prende-se com o facto do presidente do CCAP considerar que os blogues de professores fazem contra-informação e que foram fornecendo informação pouco rigorosa. Tenho uma outra visão do problema, naturalmente.
Sabe-se que partiu da blogosfera a contestação mais informada e persistente às nefastas políticas educativas deste governo e que as outras organizações existentes vieram como que a reboque. E só por isso é que a situação chegou a este ponto: o sistema escolar não está num estado de sítio mais acentuado (com uma série de diplomas que ninguém cumpre e com outros carregados de irregularidades) por mérito da luta dos professores.
São, realmente, formas muito pouco saudáveis de olhar a pluralidade de opiniões e a vida democrática.
ResponderEliminarNão penso que o senhor presidente da CCAP se estivesse a referir ao programa de humor da RTP1 quando fala da "contra-infomação". Se assim fosse, ele estaria a manifestar um desfasamento (estético? político?) em relação a um produto que é acarinhado por muitos portugueses.
O seu intuito é bélico, mas é unilateral porque se esquece que nos dois lados de uma contenda há sempre processos de contra-informação defensiva e ofensiva.
Aconselho ao senhor presidente, para melhor compreensão do alcance dos weblogs no espaço público enquanto meios novos de participação e de confronto com os media tradicionais, as conclusões de um estudo que pode ler na Net:
"1. In order to analyze the role of weblogs, it can be useful to investigate concrete cases in which
they deal with strong topics debated in the public arena; in this way, we can compare their
impact on social discourses along with that on media-specific ones; in particular, the more the
Observatorio (OBS*) Journal, 2 (2007) Fausto Colombo et al. 011
cases revolve around borderline situations (such as war cases, scandals, terrorism and so on),
the more relevance they hold.
2. Webloggers’ communicative strategies should not be analyzed outside of the more complex
strategies of the various social subjects, including the institutional ones, with which they
should be appropriately compared;
3. Just like traditional media, weblogs can be conceptualized as possible agents of wider
communicative strategies; in this case, the sources (in the analyzed case, military sources)
can set up traps to take advantage of opponents, using communication as a weapon.
(Cf. Weblogs between Counterinformation and Power: an Italian Case History)