Nesta comprida (ia a escrever longa, mas para variar o adjectivo...) luta dos professores há um ou outro aspecto que apesar de não ser completamente surpreendente não deixa de me desgostar profundamente.
Refiro-me a duas questões que me têm chegado com frequência ao email.
Uma é objectiva e prende-se com os conselhos executivos de algumas escola que escrevem no sentido de excluir da avaliação os professores que não entregaram os objectivos individuais. É grave. É muito mais grave do que dizer-se, incorrectamente, que os tais de objectivos são uma das etapas do processo de avaliação. Tenho ideia que os sindicatos de professores devem agir no sentido de processar os professores que tiveram esse tipo de procedimento tão odioso(e ilegal, claro).
Uma outra questão, essa de carácter mais subjectivo, relaciona-se com a seguinte percepção que me têm relatado: há professores que se tentam aproveitar do número reduzido de candidaturas ao excelente e muito bom nas suas escolas, para assim conseguirem o tão famigerado epíteto; fazem-no, de modo sub-reptício, e dissuadem os "concorrentes" de apresentarem a mesma intenção. E mesmo que não dessem asas às suas capacidades de simulação, e mesmo que haja uma ou outra escola onde a auto-excelência pulula, é bom que ninguém se esqueça que há cotas.
Também temos os nosso terrenos bem escorregadios, claro.
O título conduz-me ao lamaçal em que se transformou este processo. Basta observar o modo como algumas espécies se deixam enterrar na lama para se perceber que poucos, e cada vez menos, sairão limpos.
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ResponderEliminarHá Lodo no Cais. Está tudo escorregadio. Talvez o sol vivifique a coragem e a capacidade de resistir. Até por aqui o gelo tem feito derrapar alguns...
Anda tudo mascarado...
Tens toda a razão Miguel.
ResponderEliminarVá força aí. Depois da tempestade vem sempre uma qualquer
ResponderEliminarBonito desabafo.