domingo, 12 de abril de 2009

ocupação de agendas

 


 


Tenho ideia que esta opção do governo português pela solução unipessoal de gestão escolar associada à designação (sem sufrágio directo e universal) das lideranças intermédias começou por ser uma táctica "spin" de ocupação da agenda do PSD de Marques Mendes.


 


Nessa altura, e como bem nos recordamos, as teses associadas às designações unipessoais e aos louros implacáveis da desregulação da iniciativa privada, prevaleciam de modo avassalador. Hoje é o desastre que se sabe.


 


Lembro-me bem da ideia de privatização da segurança social e do imperativo do director na gestão escolar, por exemplo. Se na primeira asserção o partido do governo conteve-se e mesmo assim as perdas financeiras foram do volume que se julga conhecer, no modelo de gestão escolar já não existiu oportunidade mediática para recuar.


 


Num tempo de crise muito grave e sem fim à vista, com o desemprego a alastrar todos os dias e em que a necessidade de responsabilização cooperativa se torna ainda mais imperativa também ao nível da organização escolar, o governo do partido socialista cavalga um modelo de gestão escolar dissociado do que julgo ser ainda o seu ideário e desaconselhado por quem já o experimentou (mesmo em Portugal); é caso para dizermos: o sonho, e a poesia, está arredio do partido político que apoia o governo actual.

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