“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se em sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.
Pierre Manent
do livro Política e Modernidade
de José Bragança de Miranda
de José Bragança de Miranda
O Direito, a política e a ética têm todos a mesma origem, a insociabilidade social do homem. Nem deuses, nem animais!
ResponderEliminarIsso deu-me que pensar. É muito interessante: "a insociabilidade social do homem". Realmente. Obrigado. Abraço.
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ResponderEliminarPode pensar estas questões a partir de Aristóteles. Está lá tudo. Comece pela " Política".
Claro, claro. Bem me pareceu. Quem sabe um dia destes. Obrigado. Abraço.
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ResponderEliminarHoje, especialmente, hoje, sinto-me generosa. Se nos encontrarmos empresto-lhe o dito. " No livro está o segredo, o segredo está no livro"
Abraço
Combinado. Abraço.
ResponderEliminarNão será antes a sociabilidade insocial (melhor insociável) dos homens?
ResponderEliminarAcho que a resposta a esta questão, está nos direitos sociais, que se reportam também aos indivíduos, mas integram obrigações da comunidade e não unicamente protecções do indivíduo e da sua propriedade.
ResponderEliminarPrecisaríamos de ler o texto na sua globalidade para entender a questão colocada por Manent.
Quer fundamentar um direito das comunidades, enquanto tal? Penso que isso conduz ao relativismo e ao multiculturalismo e à opressão do indivíduo. A partir desse pressuposto, aceitaremos tudo, mutilações genitais, obrigação do uso do véu, violência doméstica, casamento permaturo, negociação matrimonial pelos chefes de família imposta aos indivíduos.