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Ministra afirma que avaliação de desempenho é uma reforma ganha
"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera que a avaliação de desempenho dos professores é "uma reforma ganha", afirmando compreender a insatisfação docente, tendo em conta a rotura introduzida num "marasmo" de 30 anos de "total indiferenciação".
"Do meu ponto de vista foi uma reforma ganha. Temos hoje milhares de professores a fazer a avaliação, o que significa que é hoje um adquirido nas escolas. (...) Oitenta mil professores entregaram os objectivos individuais e 30 por cento destes requereram uma componente da avaliação que era facultativa", afirma a ministra. Para Maria de Lurdes Rodrigues, esta reforma introduziu uma rotura "num marasmo de mais de 30 anos de total indiferenciação e pseudo igualitarismo", já que "a ausência total de princípios mínimos de competição" era "muito negativa para as escolas".
Ainda assim a responsável admite que "um ou outro aspecto correu mal", mas que o Governo teve a "humildade" de simplificar e de dar condições às escolas para a concretização do modelo. Questionada sobre as manifestações realizadas no ano passado e a do próximo dia 30, Maria de Lurdes Rodrigues afirma "compreender" o descontentamento dos docentes, mas adianta que a sua preocupação "é garantir que o profissionalismo não é beliscado com a insatisfação, algo que todos temos que exigir".(...)"
Tenho quase a certeza que esses supostos "milhares" de professores devem ficar com uma volta no estômago ao lerem estas declarações. É uma boa ideia, julgo eu, esperar que o processo se aproxime do seu épico final e se comecem, por exemplo, a aplicar as cotas para acabar com os tais "30 anos de total indiferenciação" (que permitiram que a actual ministra o seja, por exemplo). Este modelo considera um conjunto de indicadores de avaliação que pretende tornar mensurável aquilo que o não é e depois introduz um sistema de cotas para dar a sensação do propalado rigor; sabe-se que foi apenas uma questão financeira arquitectada pela engenharia social de mãos dadas com as invenções burocráticas e técnico-pedagógicas que fazem escola nos serviços centrais do ministério da Educação. Foi um desastre. E dizer-se que o governo teve a humildade de reduzir o modelo é um descarado revisionismo histórico; foi precisa muita luta, mas muita luta mesmo; é bom avivar as memórias e que ninguém se esqueça disso.
"dizer-se que o governo teve a humildade de reduzir o modelo é um descarado revisionismo histórico". Nada mais do que isso, Paulo, e muito pateticozinho.
ResponderEliminare sempre tão próximos da barbárie e lá que cansa, cansa: mas não desistir é o único caminho.
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