segunda-feira, 18 de maio de 2009

mea culpa, no mínimo para que conste e não se repita

 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


Crianças devem brincar em vez de fazer TPC's


 


 


"O excesso de trabalhos de casa está a prejudicar a forma com as crianças olham para o conhecimento, alerta uma especialista, considerando que, depois da escola, os mais pequenos deveriam brincar, aprendendo naturalmente desta forma coisas úteis para a vida.(...)


(...)"Para os adultos trabalhar é que é muito sério e não percebem que as crianças aprendem a brincar. Não percebem que se uma criança estiver cinco horas na escola depois deveria brincar e que essa brincadeira serve também para aprender coisas que vão ser importantes para a vida", considerou. 


Contra tarefas para casa como "cópias de textos, repetições de palavras (várias vezes), fichas com contas e problemas diversos que na maior parte das vezes se limitam a reproduzir os conteúdos dos livros ou o que eventualmente foi feito e explicado na aula", Maria José Araújo propõe antes que, por exemplo, andem de bicicleta ou façam um bolo com os pais.(...)"


 


 


 


Instalou-se, novamente, a desorientação na educação das nossas crianças; sabemos que este tipo de estado de sítio é cíclico e que não tem fim à vista.


Querer implementar uma política de "escola-armazém" igual para o todo nacional, à força e à pressa, e ainda por cima numa sociedade que "exige" aos professores a marcação de trabalhos de casa em catadupa como certificação da sua qualidade profissional, pode ser desastroso numa sociedade onde as pessoas trabalham cada vez mais horas e em que a mobilidade urbana leva horas sem fim. As crianças não podem estar "enjauladas" oito a dez horas por dia numa mesma sala de aula e ainda por cima regressarem a casa inundadas de tarefas escolares. O actual governo retirou responsabilidades à sociedade na "guarda" das crianças, num processo inaudito e acelerado de escola a tempo inteiro, deixando a instituição escolar isolada e com o intuito de a penalizar nos casos de insucesso e abandono escolar. E mais: fez, e faz, gala mediática da coisa.


Agora todos atiram contra todos e em todas as direcções. Os verdadeiros responsáveis esperam que um qualquer acto eleitoral os faça sair de cena com a aura de eméritos reformadores incompreendidos e sem qualquer acto de contrição ou sequer de "mea culpa". Números e mais números e desígnios de manipulação mediática com fins eleitorais é o que lhes resta. E o que é trágico também, é que durante quatro anos estas políticas foram apoiadas de forma sistemática pela confederação de pais e encarregados de educação que tinha presença mediática.

2 comentários:

  1. Que tal, menor carga horária e mais TPC, que não seja mais do que o trabalho individual e autónomo que é requerido para a aprendizagem?
    O problema é que é preciso um momento de silêncio e de estudo independente.
    Há um problema que a Maria José Araújo não analisa que é o seguinte: a escola como lugar de brincadeira para a maioria dos miúdos.
    Sinceramente, não sei se ela fala de crianças portuguesas...

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  2. Viva Luís.

    Concordo com a generalidade das questões que levantas neste post e no anterior. Espero voltar ao assunto.


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