(encontrei esta imagem aqui)
Louçã elogia "coerência" de Alegre
"O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, elogiou a coerência e a coragem da decisão anunciada por Manuel Alegre, declarando ter grande confiança nos contributos que o socialista continuará a dar à esquerda.
"É um homem que mostrou uma raríssima coerência e coragem importantíssima para a esquerda" afirmou Francisco Louçã, em reacção ao anúncio de Manuel Alegre de não integrar as listas eleitorais do PS, apesar de se manter no partido.
"Estou certo de que se hoje à noite alguém pensar que com esta decisão Manuel Alegre deixará de ser ouvido ou será menos ouvido, está enganado", acrescentou Louçã, sublinhando o "papel fundamental" que acredita que Alegre terá "na escolha de caminhos importantes na vida política e social em Portugal".(...)"
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Sócrates elogia Alegre por não ter optado pela "aventura de criar um partido"
"José Sócrates elogiou hoje Manuel Alegre por não ter optado pela "aventura de criar um partido", lamentando, com ironia, a "desilusão" para aqueles que acreditavam que o histórico socialista abandonaria o PS.
"É uma boa notícia [Manuel Alegre] ter ficado no partido", disse aos jornalistas, na Madeira, o secretário-geral do PS, a quem Alegre telefonou pouco antes de anunciar a decisão de permanecer no partido mas não estar disponível para integrar as listas às próximas eleições. E quanto a isso, Sócrates afirmou: "Compreendo a decisão."
O secretário-geral do PS reconheceu ainda que mantém "naturalmente divergências" com Manuel Alegre, mas sublinhou que também tem por ele "grande fraternidade" e "companheirismo".(...)"
Sendo assim, recupero o que escrevi ontem sobre o mesmo assunto: "(...)Se o deputado Manuel Alegre fica no partido que suporta o actual governo, é de esperar que se tenha chegado a um qualquer acordo sobre o estatuto da carreira dos professores. O resto não tem, pelo menos aparentemente, nenhuma relação com a justa luta dos professores. Mas se a esquerda à esquerda do partido que suporta o governo continuar a crescer, quem sabe se a geometria governativa pós-eleições não nos trará ainda alguma surpresa."
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