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Ministra da Educação no Parlamento em clima de crispação
"Crispação do princípio ao fim. Foi desta forma que a ministra da Educação se despediu hoje dos deputados nesta legislatura, numa audição parlamentar que serviu para fazer o balanço dos últimos quatro anos, mas em que Maria de Lurdes Rodrigues esteve sempre debaixo do fogo da oposição.
(...)
Perante os deputados e fortes críticas da oposição, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que as reformas que se fizeram na Educação correspondem a uma melhoria da escola em muitas vertentes: das refeições ao aumento da Acção Social Escolar, passando pelas actividades de enriquecimento curricular e as novas tecnologias, como o computador Magalhães."
Regresso a este assunto com a ideia de não voltar a escrever sobre o clima de crispação - sabe-se que esta diabólica equipa do ministério da Educação tem uma queda especial para crispar tudo e todos à sua volta - mas para inscrever mais umas teclas sobre as "reformas" acervadas pela senhora ministra.
Nem sei qual é a experiência de gestão desta governante, mas o que mais se evidencia ao fim de quatro anos é que a senhora tem como padrão exclusivo da organização escolar a noção de que o sistema é uma espécie de grande monodocência - carente de engenharia social, diga-se - com a parafernália de invenções técnico-pedagógicas que lhe estão associadas e que foram, em grande parte, perpetradas pelas Escolas Superiores da Educação.
Ou seja: é inegável que o primeiro ciclo de escolaridade e a educação pré-escolar necessitavam de uma grande intervenção ao nível das instalações escolares. Mas o que é trágico é concluir que os principais responsáveis pelas políticas da Educação tinham uma visão muito limitada das variáveis que influenciavam as condições de realização do ensino; consideraram todo o sistema como um enorme primeiro ciclo e tentaram alargar as suas concepções aos ciclos seguintes. Foi uma fatalidade que infantilizou as políticas e as práticas e que criou um conjunto de procedimentos de má burocracia que tratava como imbecis os professores e os alunos. Esta tendência não é só destes quatros anos, diga-se em abono da verdade, mas foi acentuada de modo descomunal através de alardes de autoritarismo e com doses e mais doses de teimosia reformista (ou revolucionária, segundo uma versão mais recente a cargo do candidato europeu do partido político que apoiou com enorme fervor estas ideias).
Era uma vez um agricultor mais a mulher dele.
ResponderEliminarComo tinham quatro burros, acharam que não precisavam de os ter a todos e decidiram vender um.
Ia a mulher a caminho da feira, com um burro, quando se cruza com o Ti Zezito de Freeport. Ela explica-lhe que têm quatro burros, mas, como não precisam de ter os quatro, vai vender um à feira.
Responde-lhe o Ti Zezito de Freeport: - «Mas, também, a verdade é que agora estamos no socialismo. E estamos no socialismo, por forma a que, também, não vais vender o burro. E a verdade é que vais-mo dar a mim. E esta é que é verdade!»
A ingénua da mulher entregou-lho o burro, em vez de ir vendê-lo à feira...
Quando ela chegou a casa, explicou ao marido o que tinha acontecido.
Disse ele: - «Ó mulher, então, já que estamos no socialismo, como o Ti Zezito de Freeport tem três vacas e nós não temos nenhuma, vais-lhe pedir uma.»
A mulher foi ter como o Ti Zezito de Freeport e pediu-lhe uma vaca, «já que estamos no socialismo».
Respondeu o Ti Zezito de Freeport, furioso e a abanar muito as mãos: - «E era o que faltava eu dar uma vaca! E era o que faltava, porque, também, a verdade é que o socialismo é só para os burros! E quem pensa o contrário, está enganado!»
Moral da história: quantos mais burros houver, mais o Zezito de Freeport se safa!...