quarta-feira, 24 de junho de 2009

depois da hora

 


 


 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


Não vou voltar a escrever por agora sobre a necessidade óbvia de se suspender o modelo de avaliação dos professores. O que me deixa mais estupefacto neste processo inenarrável de desvios em catadupa, é a constante falta de rigor nos diversos patamares da construção conceptual e nos tempos conseguidos para a implementação dos métodos.


 


Este modelo começou por ser um monstro burocrático que concretizou um somatório de procedimentos inaplicáveis. Inscreveu depois duas ideias impensáveis: ser de generalização automática sem qualquer teste em amostra reduzida e ser aplicado aos professores todos nos anos todos.


 


Mas não satisfeitos com tanta desmesura, os responsáveis ainda conseguem apresentar uma solução informática para recolha e tratamento (?) de dados apenas no final do processo. Julgo que prevêem o início do lançamento da informação depois de algumas escolas terem encerrado o modelo em datas anteriores.


 


Nem vou argumentar no sentido da importância do período de análise que antecede a construção de um qualquer sistema de informação para obtenção de dados por web ou mesmo numa rede interna. Isso é tão antigo e óbvio que chega a ser demasiado redundante dar-lhe visibilidade na actualidade. Mas é isso que o ministério da Educação faz. E isso choca. Já cansa sublinhar tanta incompetência. Mas nunca é excessivo colocar a nu a imensa falta de respeito pelos princípios básicos de planeamento, pela profissionalidade dos professores e pelos critérios mínimos em que se deveria exercer a gestão pública em pleno século XXI.

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