Ministério admite prescindir de limite de vagas para professor titular
E a coisa começa a atingir mesmo o grau zero da discussão.
A agressão descomunal aos professores portugueses começou exactamente pela revisão do estatuto da carreira (ECD) com a divisão da mesma em titulares e não titulares. Apesar dos iniciais argumentos terem tentado sustentar a ideia de que nem todos podem ser "generais", lá se acabou por admitir que o problema era financeiro.
Depois veio o monstro burocrático da avaliação que se esboroou em menos de seis meses, apesar de se manter numa versão desfigurada e destinada ao fingimento e à farsa mas com efeitos nefastos na qualidade da atmosfera relacional das nossas escolas.
Agora tenta-se impor um modelo de gestão assente na ideia de escola repartição pública (com todo o respeito por quem exerce a sua profissão nesses departamentos do estado, mas não encontro melhor analogia do que aquela que foi usada pela actual ministra da Educação) e subjugada a uma lógica centralista que tudo sabe e quer conduzir. É até engraçada a desarticulação destes três inenarráveis diplomas: o avaliador unipessoal, do novo órgão de gestão escolar, pode ser um não titular e avaliará os empossados pelo título. Seria risível, se não fosse trágico tudo isto.
No auge da mais inédita saturação que me foi dado conhecer, eis que o governo tira da cartola o limite de vagas para professor titular e deita por terra as teimosas e supostas convicções que tanta tecla nos fizeram derramar. Mas para não perder a face toda, lá vêm as ameaças para consumo mediático: só será assim se os professores não contestarem.
Grau zero para não dizer outras coisas que me vão na alma.
Fenprof desvaloriza sugestão de Pedreira sobre vagas para titulares
E depois já se sabe: afinal não é bem assim, não há nada de concreto e mais umas coisas habituais. Arre que é precisa muita pachorra. Isto cansa que raio. Já não há um mínimo, nem aparente sequer, de sentido de estado. Falta mesmo gente de palavra.
Grau zero, Paulo, grau zero.
ResponderEliminarou
ResponderEliminarJá só há pachorra para os playoffs
ResponderEliminarFizeste-me rir meu caro Miguel.
ResponderEliminarEsta ano não nos escapa
Então, os outros discípulos? Estão à espera da reza, para depois fazerem a ladainha?
ResponderEliminarÉ que eu acho piada a esta seita. São seguidores que parecem saídos do "Yes, minister Paulo".
"Força, Paulo, avança, estamos contigo" (Lá estou eu a recordar o Nobre Guedes e o Paulo das feiras no Contra Informação).
Cuidado, Paulo. Cuidado, Guedes. Os verdadeiros já se zangaram...As imitações costumam ser piores...
Vamos lá ver o que diz a camarada Isabel/Odete Santos!!!!!!
Eu acho sinceramente que este senhor passou parte do seu dia a pensar como há-de dissuadir-nos de prosseguirmos este caminho. O raciocínio dele, se bem o percebo, limitado como sou para o entender, deve ser algo deste género:
ResponderEliminar"Se eu conseguir convencer os que concordam com o Paulo, que o Paulo se está a valer deles para subir na vida, talvez eles se retraiam um bocado, e o gajo modera-se... deixa lá ver".
Já viram que nem lhe ocorre que possamos pensar de maneira diferente e que ele pode livremente discordar de nós? E que este é um lugar onde só terá algum respeito, crédito ou resposta se souber, como todos aqui sabem ser, educados? E há alunos, jovens a ler isto. Ná. Nem sequer tenta. Entra "a matar", dispara em todas as direcções. Não conhece ninguém pessoalmente, mas - que importa isso? - julga e condena. Está-se nas tintas para as ideias O que ele quer é magoar pessoas. Feri-las se possível. Porquê? Porque não pensam como elas, as estúpidas. Diminui-las. Porque não gosta das nossas ideias. Gosta mais das dele. E está irritado por nós não gostarmos tanto das ideias dele como ele gosta. Que devemos concluir? Que não tem mais ideia nenhuma sobre o que dizer sobre isto? Nada? Uma sugestão construtiva. Por pequenina e humilde que seja. Nada? Algo que ponha uma pedra sobre outra. E que por isso passou agora à fase do galo fanfarrão? Que receita se faz a isto? Que se recomenda? O habitual, não é? Ou seja...
ADORAVA SABER MAIS SOBRE JOÃO RIBEIRO, QUER POR FAVOR DIZER-NOS O QUE FAZ, E DE QUE FORMA ESTÁ NISTO? É QUE SOU OUTSIDER, INTESERASSADA NA EDUCAÇÃO COMO ENCARREGADA DE EDUCAÇÃO, E CHEIA DE VONTADE DE PERCEBER TUDO ISTO.
ResponderEliminarJOÃO RIBEIRO, LAMENTO IMENSO QUE NÃO QUEIRA RESPODER, PODERIA, QUEM SABE, FAZER MAIS PESSOAS ENTENDEREM TUDO ISTO.
ResponderEliminarOlá Amigo Paulo...
ResponderEliminarPois eu acho... que a coisa está mesmo muitos graus abaixo de zero...
Mesmo a todos estes milhares de kilómetros de distância... continuam a meter-me nojo... alguns "fiozitos de água pútrida"... vulgo esgotos... que por aí "serpenteiam"...
Um abraço para ti e tb para a Isabel e o Rui... e não percam a "pachorra"... já agora...
ResponderEliminarAgora não lhe digo nada porque estou muito ocupada com a revista à portuguesa "A educação no seu melhor". Talvez no intervalo das sessões tenha tempo para perder consigo.
João Ribeiro, este comentário dirige-se ao Senhor que deve medir os nossos actos pela força do seu carácter. Saiba que não sou pau-mandado nem discípulo de ninguém e muito menos fariseu. Psicólogo há longos anos, percebo que entende bem a força da nossa razão
ResponderEliminarJoão Ribeiro.
ResponderEliminarJá escrevi por aqui que a situação ia aquecer. Também sei que quem tem um blogue fica sujeito a brincadeiras como a sua.
Tenho pena que haja quem passe o seu tempo nos blogues a falar da vida de cada um e não das questões que são colocadas nos textos de entrada.
Apareça, comente (não apago comentários) e de vez em quando diga o que pensa sobre os assuntos que lanço à discussão.
Cumprimentos.
um grande abraço para o pessoal do nascente (ou quase)
ResponderEliminarBeijo à Ana.
Como somos muito crentes queremos acreditar que a final não nos escapa Depois é só aguardar para ver qual das estrelas pisca mais
ResponderEliminarQuanto ao assunto do post continuo a pensar que o spam é uma praga cada vez mais difícil de eliminar
Não entendo este comentário. Aparentemente, não tem nada a ver com o conteúdo da entrada. No post, criticam-se as manobras do secretário de estado, a oferecer isto e aquilo, como se nesta negociação se tratasse de "quem dá mais". De facto, trata-se mesmo de corrupção, para dividir os docentes: pagamos mais aos titulares, abrimos mais vagas, se...
ResponderEliminarO sr. João Ribeiro parece que está com o governo. Enfim, não estou interessado em saber quem é o Sr. João Ribeiro porque ele não diz nada. Apenas coaxa.
O spam é apenas uma outra forma de .
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ResponderEliminar"Pachorra"!
Enfim, meu amigo. Obrigada por seguires esta novela desse lado do mundo.
Bjos tb à Ana!
Para a semana dou notícias sobre o que ela me pediu. Ando a tratar disso.
amigos de Peniche
ResponderEliminarJá todos demos conta do aparecimento recentíssimo de umas personagens que aparecem nos comentários para insultar o Paulo Prudêncio, a Isabel Silva, o Rui Correia. Insultam também os comentadores para que estes se sintam condicionados a não aparecer. Devem achar que isto funciona, presumo. As pessoas que aqui vêm há muitos anos não estão para aturar gente que atira pedras lá de longe para que os não vejam, sem olhar a quem. Não dizem evidentemente quem são. A sua estratégia é a mesma dos cachopos que tocam a campainha alheia e correm a fugir. Desde a minha adolescência que não lido com este tipo de coisas. É-me desconcertante saber que são pessoas cronologicamente adultas. Anatomicamente terminadas.
Estes blogs existem desde 2004 e são muitas as polémicas educadas que já suscitaram. Nunca o nível de alguns comentários foi tão miserável. Assim sendo, temos de chegar a uma de duas conclusões. Esta resistência de Sto. Onofre tem de estar mesmo a estragar a vidinha a alguém. Seja o que for que estamos a fazer, está a perturbar os planos a alguém. Como esta resistência só pode afectar a vida de quatro pessoas, é incrível que possam ser estas quatro pessoas, ou uma delas, a fazer disto. Como não acredito nisto, prefiro partir do princípio que se trata de amigos destas pessoas. Mas, se assim for, como podem não perceber o péssimo serviço que lhes prestam? Justamente estas pessoas que precisam de todo o prestígio que consigam convocar. Com amigos assim...
Rui.
ResponderEliminarNão insulta quem quer...
Olá, sou a Rita.
ResponderEliminarCompreendo e respeito as vossas razões e a vossa luta, mas custa-me a aceitar que, sendo docentes, não tenham algum cuidado com a forma como se referem aos outros, especialmente, como já foi referido se, este blogue é lido por professores, alunos, filhos e Encarregados de Educação.
Srs. Professores, o que não gosto é que se tratem pessoas desconhecidas por “paraquedistas”, que as comparem a nazis e que digam que os vão expulsar um a um.
Que exemplo estão a dar aos vossos alunos? Quando recebem um aluno transferido, apelam à turma para fazer o mesmo? Tratam-no como um “outsider”?
Já pensaram que no próximo concurso, talvez, sejam aí (no vosso mundo) colocados professores que entregaram os OI’s noutros Agrupamentos? O que vão fazer com eles? Tornar-lhes a vida num inferno, castigá-los, fazê-los sofrer durante 4 anos (até ao próximo concurso)?
Lembram-se de Susan Boyle? Todos riram quando a viram. Quando começou a cantar todos se emocionaram e aplaudiram de pé. Não julguem as pessoas sem as conhecerem!
Cumprimentos
Rita (Caldas da Rainha, sim sou de Caldas, mas já tive de calcorrear muita Escola. Não estive sempre no mesmo sítio. E em Peniche quando lá estive fui bem tratada. O Director do Centro de Formação era o Carlos Almeida. E se é a mesma pessoa que eu conheci então, eu apoio-a, porque sempre nos apoiou. Era lá no Centro que tirávamos muitas dúvidas, mesmo para concorrer ou para mudar de escalão.)
Olhe Rita.
ResponderEliminarSobre o modo como tratámos, ao longo dos anos, todos os professores que são colocados naquela escola é só perguntar-lhes.
Quem usou a expressão "paraquedistas" por acaso até fui eu num post que fiz há tempos. E teve uma simples relação: a destituição de um CE com mandato e o facto de por ali colocarem pessoas que nada conhecem dos procedimentos de gestão daquela singular instituição. Nem sei como é que algumas pessoas se atrevem a aceitar entrar numa descomunalidade dessas. E há outra coisa grave: a luta dos professores daquele agrupamento era muito corajosa e digna. Conheço pessoas capazes que não aceitaram o convite que lhes fizeram para o exercício descrito.
Do outros assuntos que refere nada tenho a dizer. Não apago comentários (nem os seus, como sabe) e apelo sempre à moderação.
Cumprimentos.
Estou quase emocionada e a aplaudir de pé.
ResponderEliminarAté vou subir para cima da cadeira só para aplaudir quem até aqui defendeu que OI não eram para entregar e agora diz que sem eles não há avaliação.