terça-feira, 30 de junho de 2009

impensável

 



(encontrei esta imagem aqui)


 


Chega a ser difícil qualificar o que se vai passando no nosso país com o novo modelo de gestão escolar que o actual governo quer impor e que merece o mais ensurdecedor e comprometido silêncio dos partidos políticos à sua direita; a maioria das organizações sindicais faz o mesmo.


 


Sabe-se como foi longa e difícil a luta dos professores e conhece-se até à exaustão a iniquidade dos diplomas de avaliação do desempenho ou de divisão da carreira. Mas esses domínios estão longe de esgotar o cerne da questão: o ataque ao poder democrático das escolas e a ideia de "escola armazém" como única solução para a guarda das nossas crianças.


 


No que à gestão escolar diz respeito, assiste-se mesmo aos maiores despautérios e vamos conhecendo situações que seriam impensáveis há uns tempos atrás. O poder democrático das escolas está na rua e completamente desprotegido dos interesses mais inqualificáveis.


 


Basta fazer uma navegação pela blogosfera para se ficar a conhecer uma catadupa de casos inenarráveis.


 


O blogue do Paulo Guinote publica várias situações que merecem uma atenta leitura; aqui, e aqui.


 


 

7 comentários:

  1. A imagem escolhida é a mais adequada. É um assalto à mão armada. Por dinheiro. Para ter mais dinheiro. Por mais insignificante que seja. Para ter um bocadinho de protagonismo ou simplesmente dinheirito, tudo se vende por meia dúzia de cobres ou uns tempos de serviço, ou uma linha pesporrenta num currículo qualquer.

    Mal a democracia sai de cena, imediatamente, como quem esperava por isto há muitos anos, entra nas escolas uma cultura de tiranetice, de despautério - é a palavra certa. Invade-as uma cultura de favoritismo calculista que demorará anos a erradicar.

    Desvanece-se uma certa naturalidade simples e voluntariosa que deu ao longo dos meus vinte anos de bancos de aula incríveis momentos de abnegação e dedicação. Hoje resta o descaramento e a presunção arrogante. Resistiremos, sempre, a isto e à falta de competência, que teima em não abandonar a desfaçatez destas pessoas.

    Temos memória. Quem com isto pactua traça o seu próprio compromisso com o futuro. Há sempre uma virtude a retirar de tudo isto.

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  2. "Olhando do Oriente"1 de julho de 2009 às 02:26

    Caros amigos Paulo e Rui...
    O que vou lendo e ouvindo continuam a suscitar-me apenas uma palavra... para o que sinto:
    NOJO!!!
    Depois... "cá dentro"... outro sentimento fica:
    tristeza.

    Desculpem amigos... este sentimento de desilusão... mas por vezes não o consigo evitar...
    Questiono-me continuamente como podem pessoas chegar a níveis tão baixos de dignidade...
    O que (nos) fizeram a esse povo?
    Quanto tempo (gerações) irá demorar a erradicação dessas ervas daninhas como a inveja, a ganância, o despotismo, a hipocrisia, essa sede de poder para espezinhar os outros... enfim... essa "legitimidade" do "vale tudo" desde que daí se colham dividendos.
    Olho para dentro do túnel... e apenas vejo... escuridão... apenas me chegam odores bafientos... pútridos... podres.

    Um abração amigos... e por favor... não deixem apagar os archotes... são deles... a única luz que vejo...

    Agostinho

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  3. Tens razão. Vamos continuar e o futuro, como sempre, nos dirá mais qualquer coisa.

    Abraço.

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  4. Isso vai por aí?

    Obrigado pelas tuas palavras; são sempre um grande incentivo. Abraço aos dois.

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  5. Não falo contigo, Agostinho. Andas a faltar às reuniões.

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  6. Felizmente óptimos.

    Um abração também para vós.

    Agostinho

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  7. AHHAHAHAH ... boa Rui!!!
    Incisivo como sempre.

    Um abração.

    Agostinho

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