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PS acusa Câmara de Vila Nova de Famalicão de se intrometer na eleição de directores
"O PS de Vila Nova de Famalicão acusa a câmara local de "intrometer-se abusivamente na eleição dos directores das escolas" e vai denunciar as situações de que tem conhecimento à Direcção Regional de Educação do Norte e à Inspecção-Geral de Educação.
A estrutura política garante, em comunicado, que a autarquia "prometeu o 'lugar' de director a este ou àquele professor", "pressionou os representantes dos pais e encarregados de educação a votarem neste ou naquele candidato, a troco de subsídios e lugares futuros". "Refere-se um caso em que o mesmo lugar de director foi 'prometido' a duas pessoas distintas", acrescenta. O PS adianta ainda que os representantes camarários saíram dos actos eleitorais "zangados e abespinhados quando as votações não correrem de feição"(...)"
Quem está nas escolas tropeça com exemplos destes. Nem interessa muito fazer um qualquer jogo da "apanhada": ora agora são uns, ora daqui a um bocado são os outros. O que está na génese de toda a arruada que agora começou é o actual modelo de gestão escolar que se quer impor. Esta notícia retrata o lado mais visível da descomunalidade.
A parte menos visível - e refiro-me à ideia unipessoal subjacente à coisa, que, e segundo os mentores da invenção, gente a quem não se reconhece qualquer apetência pela prestação de serviços numa escola, trará maior controle e responsabilidade - agrava o quadro de um modo com contornos que o tempo se encarregará de desnudar.
É perturbante observar o jeito atrevido como se desbarata os tímidos progressos no caminho de um poder cívico e democrático das escolas, em que a responsabilidade de actuação deveria ser o mote primeiro.
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