sexta-feira, 26 de junho de 2009

sem defesa possível

 


 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Nos países do Sul da Europa a Avaliação é individual e regulamentada pelos Governos


 


"Os processos individuais de avaliação de desempenho dos professores predominam nos países do Sul da Europa e a sua regulamentação está centrada nas autoridades governamentais, conclui um relatório encomendado pelo Ministério da Educação.



O relatório "Benchmark (Padrões) de Avaliação de Desempenho", datado de 2009, foi pedido à consultora Deloitte pelo Ministério da Educação, no âmbito do processo de implementação do Modelo de Avaliação de Desempenho dos Educadores e Professores.



A empresa indica que este estudo "não deve ser entendido como uma avaliação ao modelo de avaliação dos docentes do ensino público", uma vez que não foi assumida uma "posição crítica", mas antes uma "análise factual e objectiva" de comparação. O documento, compara semelhanças e diferenças entre Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia.(...)



No entanto, o documento apresenta informações sobre os restantes países da Europa, definindo genericamente o adoptado em cada região. Assim, nos países da Europa Ocidental predominam os processos centrados na avaliação às escolas, sendo em alguns casos complementados por uma avaliação individual dos professores.



No que diz respeito aos países do Norte europeu, verifica-se a existência de processos de avaliação totalmente descentralizados por escolas ou regiões e a inexistência de regulamentação na avaliação dos professores. Já no Centro e Leste da União Europeia a avaliação é maioritariamente feita ao nível das escolas, não existindo um modelo formal de avaliação dos professores.


 


 


E lá pagou o ministério da Educação mais uns estudos para se ficar a saber o que os professores portugueses andam há quase dois anos a dizer. Bastava que uma das pessoas que exerce funções no actual ministério da Educação fosse deslocada para a actividade lectiva numa escola durante o período de um ano para que não lhe restasse qualquer dúvida sobre o seguinte: este modelo de avaliação não tem defesa possível. E depois o óbvio salta logo à vista: no Sul da Europa é tudo muito mais centralizado e em Portugal a situação chega a ser descomunal: um muro burocrático que asfixia o ensino, asserção que não me canso de repetir. 


Mas enquanto estas coisas inaplicáveis, como o modelo de avaliação, não têm outro caminho para além da queda sem fim, a máquina monstruosa do ME resiste e tem momentos onde é mesmo reforçada por equipas ministriais diabólicas e incompetentes como a actual.

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