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Fenprof entrega 10 mil postais contra modelo de gestão nas escolas
"(...) Cerca de meia centena de delegados sindicais de todo o País reuniu-se em S.Bento para a acção de protesto.
Os professores consideram o actual modelo de gestão “um ataque à democracia nas escolas portuguesas, restringindo a participação dos actores escolares na direcção e gestão da sua escola”.
Durante o protesto, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, afirmou que o primeiro-ministro é “um homem de vistas curtas” ao reduzir o problema das escolas ao sistema de avaliação dos professores.
'Se o primeiro-ministro reduz os problemas da Educação à avaliação, bem pode preparar-se para levar outra cacetada daqui a dois ou três meses', disse reportando-se aos próximos resultados eleitorais.(...)
“A Fenprof com os professores vai até onde for necessário neste combate pela democracia nas escolas”, prometeu Mário Nogueira."
Também me apercebi que o primeiro-ministro reduziu os problemas da Educação à avaliação dos professores. Enfim. É difícil hierarquizar os três diplomas mais nefastos - estatuto da carreira, gestão escolar e avaliação - até porque têm componentes críticas de ordem diversa. Mas o diploma que ataca de modo mais grave o tímido poder democrático das escolas é o de gestão escolar. Liquida de forma abrupta o desenvolvimento da ideia de autonomia e de responsabilidade tão necessária à elevação da nossa cultura cívica, uma vez que considera, para além de outros aspectos, que o que é unipessoal é sinónimo de eficiência e eficácia e que o que é colegial gera desperdício e lideranças fracas. Um logro, como a história recente comprovou à saciedade.
Por isso, todas as acções que se destinem a denunciar o flagelo que é a novo modelo de gestão escolar, são válidas.
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