domingo, 5 de julho de 2009

nova nacionalização de prejuízos

 


 


 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Contas públicas precisam de ser corrigidas depois do fim da crise


 


"A menos de três meses do fim do mandato, Fernando Teixeira dos Santos recebeu de emergência a pasta da Economia na sequência da demissão de Manuel Pinho. Na segunda-feira vai tomar posse nessa função, que vai acumular com a pasta das Finanças, que ocupa há quatro anos, e já decidiu que mantém a equipa dos três secretários de Estado de Pinho.



O ministro rejeita que a reforma da administração pública tenha falhado e defende a ligação a Madrid do TGV por razões de competitividade. Em entrevista ao Diga Lá, Excelência, do PÚBLICO, Rádio Renascença e RTP2, avisa que depois da crise internacional vamos ter que corrigir novamente as contas públicas e resolver os nossos problemas estruturais.(...)"


 


 (...)Quanto vai custar a privatização do BPN aos contribuintes?



Em boa verdade, não é possível neste momento estar a apontar um número. Não me compete criar ilusões aos portugueses. Esta operação poderá implicar custos para o erário público, mas que ficam muito abaixo daquilo que suportaríamos se deixássemos o banco ir à falência. Isso seria devastador para o sistema financeiro, para a economia em geral, e até para muitos contribuintes que podiam ver em causa os dinheiros que têm nos bancos.(...)"


 


 


Depois do célebre período de privatização de lucros, a que se seguiu a conhecida hecatombe financeira e a descarada nacionalização dos prejuízos, eis que os actores do costume, os tais responsáveis da prosápia do sentido de estado, vão preparando o caminho para uma nova nacionalização de prejuízos. A três meses da tomada de posse de um novo governo, o verdadeiro bloco central começa a fazer o seu trabalho de sapa de modo a garantir que nada fuja do seu controle para bem dos seus apaniguados, das seus negócios não públicos e dos laudatórios dos "meninos d´oiro" deste país.

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