terça-feira, 29 de setembro de 2009

a fuga é uma passagem inútil

 


 


 


 


 


 


A tão aguardada intervenção do actual Presidente da República deixou-me estupefacto: fiquei nesse estado porque não percebi para que é que serviu tanta encenação. É muita sofisticação para o mortal entendimento de um cidadão meio incrédulo com o estado da nação.


 


A meio da comunicação já tinha perdido a motivação para seguir a coisa com atenção (e juro que estava a tentar); parecia uma cena de um daqueles filmes de terceira categoria em que alguém interpreta o papel de chefe de uma nação impossível de existir.


 


Pareceu-me que Cavaco Silva, ao tentar fazer passar a imagem da mais alta isenção, acabou por prejudicar os partidos do bloco central durante a campanha eleitoral: primeiro o partido do governo (o senhor ficou incomodado, belisquem-se, com um tal de Junqueiro e com o ex-porta-voz Vitalino Canas?; mas pior: levantou suspeitas sem dizer os nomes) e depois o partido que representou durante anos; e ainda consegue sair chamuscado.


 


Este assunto é grave e mais grave se torna porque Cavaco Silva não retira o governo do meio desta coisa, nem tão pouco de modo mais institucional.


 


Veremos as cenas dos próximos episódios. Para já, esta comunicação nada esclareceu e deixou espaço para as maiores especulações.


 


PS: sabe-se que Cavaco Silva esteve hoje a receber peritos na verificação da segurança dos seus emails; ufa!!! e eu a pensar que eram apenas os bloggers que tinham a obsessão com essa teoria da conspiração.

11 comentários:

  1. Não tenho vergonha; tenho nojo disto tudo.

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  2. Os lusitanos são eternamente ingovernáveis. Mais uma "não inscrição". Mas esta é de Estado!!!

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  3. A areia era assim tanta que tiveste de mudar de título?

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  4. Tenho que dar razão ao Alberto João quando diz que " o povo enlouqueceu e a nação está doente".

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  5. Fizeste-me rir com vontade Pereceu-me mais adequado este título, apenas isso.

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  6. A situação é grave.

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  7. Confronto institucional aberto aos olhos de todos. Mas eu já nem com óculos vejo bem a realidade...

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  8. Texto publicado na revista «Grande Reportagem» em 26 de Março de 2005, pouco tempo após a posse do actual governo de José Sócrates:

    Título: Bruxas na Justiça

    Destaque: Dará garantias de isenção um ministro suspeito de ter intervindo
    no curso da justiça?

    Tenho com Alberto Costa laços de amizade. Frequentámos o mesmo liceu (onde
    ele se destacou pelo brilhantismo) e recebeu-me de braços abertos no exílio
    em Paris, pouco antes da queda da ditadura. Mas o dever de informar
    obriga-me a evocar os eventos em que o actual ministro da Justiça se
    envolveu em 1988 em Macau, os quais, até ao fecho desta edição da GR, não vi
    relembrados. Costa dirigia o Gabinete dos Assuntos de Justiça do território,
    por nomeação de António Vitorino, secretário-adjunto para a Justiça,
    entretanto substituído por José António Barreiros. Cavaco Silva dominava
    Portugal, e Macau, sob tutela do Presidente Mário Soares e tendo como
    governador Carlos Melancia, era a única parcela não-autárquica onde o PS
    tinha poder executivo. De súbito, o presidente da TdM (Teledifusão de Macau,
    empresa pública da rádio e TV), o socialista António Ribeiro, foi detido sob
    suspeita de graves irregularidades financeiras. O caso prejudicaria as
    negociatas tentadas em Macau por um grupo de socialistas amigos de Soares,
    com o seu patrocínio e a cumplicidade de Melancia (como narra o livro
    «Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido», de Rui Mateus, membro
    do grupo). Pouco após a detenção, o juiz instrutor do processo queixou-se ao
    governador de que Costa o pressionara para atenuar a medida preventiva
    contra Ribeiro. Escândalo dentro do escândalo: o inquérito judicial local
    propõe que a conduta de Costa, apesar da «impropriedade», não sofra sanção,
    mas Barreiros, alegando que o subordinado actuou à sua revelia, exonera-o,
    para ser ele próprio afastado a seguir por Soares sob proposta de Melancia.
    O titular da Justiça «natural» de Sócrates era António Costa, só que as suas
    ingerências no processo Casa Pia, há dois anos, tê-lo-ão empurrado para a
    Administração Interna. Mas será que o outro Costa, sob fortes suspeitas de
    intervenção no curso da justiça em Macau, dá as garantias de isenção a que
    está obrigado? Teremos pelo menos de ter um pé atrás, à espanhola: «Yo no
    creo en brujas, pero que las hay, las hay!»

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  9. O presidente diz que houve manipulação? Grave. O homem tem de o provar. O futebol é noutro canal.

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  10. Um dos meus colaboradores, dedicado a questões de segurança e privacidade, interceptou um email não protegido em que constava uma lista de sites, incluindo blogues e perfis em redes sociais, alguns da esfera docente, outros da esfera política, que supostamente estão "marcados" para ataques.

    Como não levo a sério ameaças de gente que (ainda) usa fraldas, só posso encarar este assunto como sendo uma brincadeira. Não relevo sequer a importância de listar quem são os visados, nem a origem e destino da referida "lista de compras" porque nenhum hacker seria parvo ao ponto de permitir, mesmo que remota, a hipótese de ser "apanhado" antes do acto.

    Isto é revelador do desconforto que algumas vozes têm criado, seja por mérito, seja por malcriadez. O mediatismo crescente de algumas formas de divulgação da informação despertou, eventualmente, o interesse na comunidade hacker, especialmente no seio de #noobs que pretendem ascender a níveis mais na hierarquia. Há que, no entanto, ser sempre muito cuidadoso com a forma como lidamos com anónimos ou "pseudo-identificados". Nunca se sabe o que o virar da esquina nos reserva. Deverão ser, os editores, mais responsáveis pela forma como confrontam alguém. Não conheço nenhum #user que reaja de forma irracional se confrontado com a verdade. Já com insultos, falsas acusações ou argumentações infundadas... Enfim, tal como já disse uma vez, o que mais há na net são wannabee's...

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