BE começa por testar PS em três áreas decisivas
"(...)No Parlamento, as directrizes estão lançadas: "recuperar o subsídio de desemprego, tributar as grandes fortunas e suspender o regime persecutório instaurado aos docentes".
As prioridades dos deputados bloquistas foram enunciadas pelo dirigente do BE na noite eleitoral e serão convertidas em iniciativas legislativas. A primeira destina-se a estender a prestação social por desemprego aos que "já não têm ou vai deixar a ter. São 200 ou 300 mil pessoas", especifica.(...)"
"(...)No Parlamento, as directrizes estão lançadas: "recuperar o subsídio de desemprego, tributar as grandes fortunas e suspender o regime persecutório instaurado aos docentes".
As prioridades dos deputados bloquistas foram enunciadas pelo dirigente do BE na noite eleitoral e serão convertidas em iniciativas legislativas. A primeira destina-se a estender a prestação social por desemprego aos que "já não têm ou vai deixar a ter. São 200 ou 300 mil pessoas", especifica.(...)"
ResponderEliminarE começam bem , sim senhor.
Espera-se que os outros façam o que prometeram.
ResponderEliminar1. Todos os partidos da oposição, do CDS ao BE, acolheram nos programas eleitorais as principais reivindicações dos docentes. Espera-se agora que cumpram as promessas e tudo indica que vão cumprir. Os 150 mil votos dos professores deram um notável contributo para o fim da maioria absoluta do PS. Dos 500 mil votos perdidos pelo PS, é provável que metade sejam dos professores e familiares.
ResponderEliminar2. O voto dos professores não tem dono nem se sabe exactamente para onde foi. Será necessário desagregar os resultados com base em sondagens pós-eleitorais para se ter uma ideia aproximada de como se distribuiu o voto dos docentes.
3. Não custa a crer que a maioria desses votos se distribuiu pelo BE e PSD, com muitos também a irem parar ao PCP e CDS.
4. Se do CDS há a esperar que promova iniciativa legislativa para revogar o estatuto do aluno e para pôr fim à fabricação fraudulenta de estatísticas, do BE e do PCP espera-se intervenção urgente para pôr fim à divisão da carreira. E do PSD é de esperar legislação que suspenda rapidamente o modelo de avaliação de desempenho. Estão criadas as condições para que todos os partidos da oposição votem nas inciativas legislativas uns dos outros.
5. Se assim for, o pesadelo burocrático, a confusão e as injustiças terminarão a tempo de criar um clima de tranquilidade e de bom senso nas escolas durante a maior parte do ano lectivo.
6. Para além destas iniciativas legislativas, que constam no Compromisso Educação, é de esperar uma outra sobre a restauração da gestão democrática vinda do lado do PCP e do BE e ainda uma outra vinda do PSD com o objectivo de simplificar os planos de estudos e desburocratizar as funções docentes.
Pode agradecer …
ResponderEliminar- aos professores que sempre estiveram com ele, sacrificando a dignidade da profissão e a qualidade da Educação à partilha do poder, por muito pequeno que fosse (todos conhecemos alguns casos nas nossas escolas)
- aos professores que nas manifestações envergonharam a classe com cartazes medíocres e infantis e slogans imbecis.
- aos professores que quando, em público, abriram a boca mostraram que afinal estavam na rua apenas contra uma ministra chamada Maria de Lurdes Rodrigues e não contra o seu projecto de destruir a escola pública e a Educação. Porque só se pode lutar com eficácia contra aquilo que se conhece. E, infelizmente, demasiados professores regressaram às escolas, vindos de grandes manifestações, e deixaram que tudo - um ECD indigno, um modelo de gestão anti-democrático, um modelo de avaliação anedótico - se fosse, aos poucos, cumprindo. Porque a razão da sua luta não passou, afinal, de uma grande aversão à “Milú”.
- aos professores que, em seu nome e em nome dos outros, usaram, inabilmente, slogans (“Sou professor, não voto PS”…) que fizeram da nossa indignação uma questão emocional e particular e não racional e, portanto, de todos. Andámos a mendigar o apoio da opinião pública, fechámo-nos na nossa luta de “professores” e, assim, não a alargámos aos outros. Fizemos espectadores, não participantes, e alegrámo-nos com isso. Tivéssemos sabido fazer da nossa luta uma questão de Cidadania e de Democracia, e Sócrates jamais ganharia eleições.
- aos professores que, fazendo da sua luta uma questão de professores, colaboraram na consolidação do seu estatuto de bodes expiatórios deste governo. Para muitos passará a imagem de que a actuação negativa de Sócrates, afinal, se concentrou nos professores, desviando as atenções de quase tudo o resto.
- aos professores e aos sindicatos que deixaram que se construísse a imagem redutora de uma luta contra a avaliação e não por um ECD digno, pela Educação e pela escola pública.