"A lista dos 37 secretários de Estado do novo Governo foi divulgada ontem à noite. As notas mais relevantes são a mudança radical na Educação e a transferência para o Executivo de três membros do gabinete de Sócrates. A mensagem é clara: tudo muda no Ministério da Educação. Isabel Alçada, foi buscar Alexandre Silva, que presidia ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, órgão que se escusou a emitir opinião sobre o modelo de avaliação a adoptar, e João da Mata, até agora director-geral e coordenador do Plano Tecnológico da Educação.(...)"
Mudanças mais radicais na Educação e no MAI
Fica a ideia que é uma mudança com alguma continuidade. Quer a nova ministra da Educação quer os novos secretários de estado estão comprometidos com as nefastas políticas dos últimos quatro anos mas têm alguma margem de manobra. A ministra da Educação tem condições para pacificar uma série de diplomas e os secretários de estado também. Falta é saber qual é sua autonomia em relação ao gabinete do primeiro-ministro e ao núcleo duro do executivo e o que é que vai prevalecer. Para já e ao que consta, o chefe de executivo parece ter recuado na ideia de voltar desde logo à confrontação com os professores. Vamos aguardar, mas com a certeza, porém, de que os professores nem vão baixar os braços na defesa da razão nem têm os votozinhos a condicionar as suas acções, como se provou.
«Evolução na continuidade» foi a palavra chave no finar do regime de Marcelo Caetano...e a passagem da União Nacional a Acção Nacional Popular.
ResponderEliminarEra uma ideia o PS mudar de nome. Aqui fica a sugestão...
Pertinente a analogia.
ResponderEliminarA crise da educação continua associada a este governo Socrates e pelo andar da carruagem vão continuar a desbaratar recursos sem resultados.
ResponderEliminarVamos ter mais do mesmo, uma politica do faz de conta. A situação actual não se muda com paninhos quentes, as feridas causadas são tão profundas que não se curam com remédios de eficácia duvidosa.
Só com “sindicatos e movimentos” fortes e coesos,
com bons argumentos que clarifiquem qual o verdadeiro problema da educação e de que lado está a razão. A razão de continuarmos esta luta, que afinal de contas não é só dos professores, é de toda comunidade deste país.
É urgente que se iniciem debates para reflexão com todas as partes interessadas , e se estabeleçam as linhas orientadoras de uma “reforma do sistema educativo” mais equilibrada e articulada nas várias vertentes (social/pedagógico/politico).
Por uma escola pública de qualidade para todos.
Para já, essa loucura tem de ser travada, embora não acredite que seja possível revogar tudo.
ResponderEliminarPerdemos demasiado tempo o ano passado com compassos de espera e memorandos...
Concordo. Perdeu-se muito tempo com avanços, recuos e entendimentos.
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