segunda-feira, 23 de novembro de 2009

a estratégia e a posição do psd

 


 



Foi daqui 


 



 


 


É evidente que a posição do PSD pode ter as mais variadas leituras. Pode até dizer-se que assim, sem suspensão, os professores serão todos avaliados, haverá progressões na carreira e que daqui por trinta dias desaparecerá a divisão da carreira e teremos um novo e mais sensato modelo de avaliação. Tenho ideia que é isso que vai acontecer.


Mas há derrotas políticas para certificar e existe uma reposição da autoridade social dos professores que não se deve desprezar. 


E da luta política e jurídica importa sublinhar o seguinte: a questão da não suspensão possibilitar a progressão na carreira é uma espécie de falácia. Quem defende essa tese, socorre-se da legalidade estatutária. Ora, a legalidade é a vigência; ou seja, "direito só há um, o vigente e mais nenhum". Mas a norma vigente não é apenas a lei: é a lei, a jurisprudência e a doutrina. Portanto, a legalidade constrói-se e os professores mereciam mais, precisavam de uma vitória clara. A questão da progressão através do tempo do primeiro ciclo de avaliação resolver-se-á sempre em sede de estatuto.


Mas mesmo assim, estes detalhes só serão imprescindíveis se houver progressões na carreira. Percebem-se sinais de que a questão volta, como tem sido recorrente nesta década, para a discussão sobre o orçamento e para as verdadeiras causas do seu défice descomunal. E aí, o bloco central prepara-se para a receita do costume.


 


 

5 comentários:


  1. Resumindo, estamos ( ainda) tramados? Começo a verificar pelos blogues que o pessoal está a duvidar, a duvidar.

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  2. Viva.

    Não se trata apenas de duvidar: trata-se de perceber outra coisa: a questão arrasta-se há tempo e é financeira e económica também.

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  3. Bem visto. Mas não há forma de termos paz?

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  4. Um professor resistente21 de novembro de 2009 às 09:18


    Para este pequeno texto tenho uma classificação: lucidez.

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  5. Qual é a tua ao meu...21 de novembro de 2009 às 15:12

    Dinheiro, para quem? paguem-nos em géneros ou então em horas de redução no horário de trabalho em casa, melhor ainda em vales de desconto nas empresas do estado, que continuam com lucros fabulosos e os seus gestores a facturarem muito bem!

    Tira a mão da popeline


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