Tenho ideia que o novo modelo de avaliação de professores deve ser estabelecido em sede do ME e em negociação com os sindicatos. Sabe-se que um modelo estabelecido na Assembleia não poderá ser depois testado e ajustado e as propostas que se conhecem, principalmente a do CDS - embora as do Bloco e do PCP também - apenas confirmam uma transversalidade muito conhecida: mais do mesmo com recheio do doentio eduquês.
PSD apresenta projecto "mais aberto" para os professores
"O PSD apresenta entre hoje e amanhã um projecto de resolução sobre o estatuto da carreira docente e a avaliação de professores que deixará as soluções para um novo modelo "mais em aberto", admitiu o deputado social-democrata Pedro Duarte.(...)"
Nos últimos tempos, a discussão sobre as questões educativas tem sido monopolizada pelo modelo da avaliação docente. Com o devido respeito, considero-a uma questão menor face aos grandes desafios que hoje se colocam à escola. Os decisores políticos começam a perceber que a educação pública não deve ser tratada como um negócio temporário que procura produzir resultados rápidos e lucros incessantes; que a ênfase excessiva nos aspectos básicos do ensino inflige danos colaterais às aprendizagens mais criativas, mais críticas e fisicamente mais saudáveis. No entanto, em Portugal, os programas são extensíssimos, autêntica panóplia de conteúdos, factos e conhecimentos. Predomina a lógica disciplinar e a ausência de unidade e coerência curriculares impossibilita a construção de verdadeiros projectos curriculares de turma. Os lobbies disciplinares e editoriais, os ciclos políticos eleitorais, os rankings das escolas, as conclusões apressadas com base em relatórios pretensamente idóneos e independentes ? é o caso do estudo sobre a reorganização do ensino no 1.º ciclo ? sobrepõem-se ao paradigma subjacente a uma nova maneira de pensar a aquisição do saber, a uma nova forma de ensinar, de aprender, de formar, de educar. É evidente que avaliar o desempenho dos professores no contexto desta escola reduz-se a um mero exercício burocrático com vista à seriação e controlo, que em nada contribuirá para a mudança do panorama educativo vigente.
ResponderEliminarCá para mim estes não fazem ideia do que hão-de propor. Vão a reboque do CDS mas não o querem assumir.
ResponderEliminar“Vamos apresentar um projecto de resolução mandatando o Governo para, no prazo de 30 dias, fazer duas coisas: Alterar o estatuto da carreira docente para acabar com a divisão entre professores titulares e professores não titulares e aprovar um novo modelo de avaliação que tenha aplicação já neste ano lectivo 2009/2010″, declarou à agência Lusa o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Pedro Duarte”
ResponderEliminar“Sobre a opção por apresentar um projecto de resolução, e não um projecto de lei, Pedro Duarte disse que para o PSD essa pareceu “a melhor solução do ponto de vista formal”, tendo em conta que as matérias em causa, avaliação dos professores e estatuto da carreira docente, correspondem a decretos do Governo.
ResponderEliminar“Um projecto de resolução é um expediente mais rápido e mais eficaz”, apontou também o deputado do PSD, assinalando que os projectos de lei só entram em vigor no final de um processo que inclui “descida à comissão, agendamento, debate e votação na especialidade, votação final global em plenário, promulgação pelo Presidente da República e publicação”.
“Os 30 dias estariam ultrapassados, provavelmente, antes de termos o projecto de lei em vigor. O importante é rapidamente o actual modelo deixar de vigorar”, defendeu Pedro Duarte.
Concordo.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarTambém me parece, embora haja neste assunto uma base legislativa que favorece que seja assim.
É preferível que seja o ME com os sindicatos a montar a estrutura. E depois fiquemos a rezar, aconselho-o até aos ateus mais convictos