A nova ministra da Educação não foge às comparações com a sua antecessora; é inevitável. Isabel Alçada é afável, simpática, conhece as escolas e as salas de aula e tem um discurso que enaltece a profissionalidade docente. É reconfortante comparar com o discurso anterior e verificar que desta vez não temos uma ministra disposta a perder os professores para ganhar o lumpen.
Não parece ser uma burocrata pura e dura, com as vantagens e as desvantagens dessa impressão: não se deve esperar um rasgo, ou um grande conhecimento, na necessidade de destruir o muro de burocracia que asfixia o ensino e se se olhar para o mar de grelhas em que navegam as bibliotecas escolares, e o tal de plano nacional de leitura, é caso para pensarmos que nesta matéria vamos ter mais do mesmo, provavelmente de modo inconsciente e sempre com sorriso desconhecedor a ajudar a abrir mais uma resma de papel.
É óbvio que fiquei convencido que haverá alterações significativas nas matérias mais mediatizadas.
Que me desculpem os meus colegas, mas quando ouço um governante dizer que 80.000 entregaram objectivos, ou que 49.000 foram avaliados - ou como foi o caso de Isabel Alçada, que referiu que 6.000 entregaram não sei o quê de ontem para hoje -, não me venham com a ladainha que os sindicatos e os movimentos são isto e aquilo ou que os partidos políticos só querem não sei o quê. Uma semana depois de 120.000 professores "invadirem" a rua, 80.000 entregaram objectivos. Não esqueçamos. Só por isso é que ainda temos de ouvir coisas híbridas. É certo que vencemos na maioria dos assuntos, mas foi necessário um extremo sacrifício de uns quantos e um longo espaço temporal.
Adenda às 22.24: foi importante Isabel Alçada ter afirmado que vai fazer alterações nos horários dos professores. Aguardemos.
Tem aqui a opinião de Ramiro Marques; aqui a de Miguel Pinto; aqui a de Helena Feliciano.
Tem aqui um vídeo com a entrevista.
ResponderEliminarQuanto a cosmética, estamos falados. Quanto ao essencial, ver para crer.
Olá!
ResponderEliminarA ver vamos como diz o cego!
Bj
Mena
A imagem diz muito Paulo: nem de LUPA.
ResponderEliminar“Quem é Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, perguntam vocês? Não sabem mas já a começam a conhecer bem, é a nova Ministra da Educação Isabel Alçada. Temos por isso uma Ministra que governa sob pseudónimo como pode ser comprovado no próprio site do governo. Assim, preserva-se a tal Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar para futuramente poder ser chamada para Ministra da Agricultura sob o pseudónimo de Isabel Inchada, ou Ministra das Obras públicas como Isabel Alcatroada ou outro Ministério qualquer sob outro pseudónimo qualquer. Assim, na realidade a Ministra não existe porque a Isabel Alçada também não. É uma invenção
ResponderEliminarProponho mesmo ao Engenheiro que, quando o seu nome já estiver tão sujo de andar pela lama dos casos de corrupção e das aldrabices em licenciaturas, e não só, assim com pela m**** que fez no governo, concorra às eleições como José Platão ou mesmo João Aristóteles. (Não recomendo José Nietzsche, João Kant e Manuel Kierkegaard porque são nomes que não ficam muito bem a um Engenheiro).”
pois tb gostei .
ResponderEliminarda simplicidade do discurso mas, sobretudo por sentir q é uma pessoa; q já esteve numa sala de aula ;é pessoa e não uma ressabiada frustrada! (q por qq trauma de infância odiava os profs ); e alertou os pais para a sua responsabilidade. bom trabalho é o q desejo
ResponderEliminarTambém penso que algo irá mudar. Pelo menos tenho essa esperança.
Mas também tinha esperança que depois da manif dos 120 000 a "coisa" fosse outra e aconteceu o que sabemos. Uns por medo, outros por olharem só o seu umbigo, 80 000 entregaram objectivos.
ResponderEliminarA escolha da imagem foi excelente. Quase tudo muito nublado. Demasiadas vezes eu...eu...eu...muitos espelhos. Aguardemos.
Concordo com esta opinião. "A ver vamos".
ResponderEliminarO meu registo foi igual.
ResponderEliminarJá lá vou.
ResponderEliminarÉ bom saber que continuas atenta companheira
ResponderEliminarDetesto os pessimistas mas Isabel Alçada vai fartar-se depressa de José Sócrates. Não lhe auguro um longo mandato. Baterá com a porta quando menos se esperar.
ResponderEliminarQueria tanto acreditar nesse teu optimismo...e nesta Ministra Nouvelle Vague... Mas não. Ainda não.
ResponderEliminarEsta Ministra não me convenceu com este discurso, só conversa para amolecer a plebe.
ResponderEliminarNo início do próximo ano civil teremos as novidades, que estão a ser trabalhadas pela equipa ministerial – cá para mim vai ser mais do mesmo “copiar e colar” receitas educativas já aplicadas em países do norte da Europa, depois é só aplicá-las cá no burgo sem ter sido feito uma correcta adequação à nossa realidade.
Estão a estudar os dossiers feitos pela sra. Milú e seus comparsas. Espero que divulguem o diagnóstico com o resultado dos estragos causados na relação com a comunidade escolas aos srs. Professores e principalmente aos alunos.
Não me comoveu. Ainda não é desta, como escreveram. É pena, as escolas e os professores mereciam ideias mais assentes.
ResponderEliminarQualquer novidade em matéria de avaliação suscita-me a seguinte dúvida: se é consensual premiar o mérito através de uma progressão mais rápida na carreira – e isso foi confirmado pela ministra nesta entrevista – o que fazer aos professores medíocres ou muito maus que connosco estão na Escola. Desde que não faltem injustificadamente ou não batam nos alunos, mesmo sendo didacticamente e cientificamente incompetentes e podendo prejudicar os mesmos alunos em anos consecutivos, nada lhes acontece de maior, apenas progridem mais lentamente na carreira, mas progridem.
ResponderEliminarHá muito boa gente que simplesmente deveria deixar de leccionar e exercer qualquer outra profissão. Haverá alguma vez coragem política para resolver esta injustiça perante aqueles professores que são realmente sérios e empenhados no seu trabalho?
Um texto carregado de lucidez.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarFizeste-me rir com vontade. Obrigado.
Quando ouvi Isabel Alçada usar a palavra "pessoas" ao falar dos professores é que me dei conta de que nunca tal tinha ouvido a Maria de Lurdes Rodrigues.
ResponderEliminarConcordo José Luiz. As palavras também fazem a diferença; e se fazem
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