"Isabel Alçada admite que as escolas não prossigam o actual modelo de avaliação de professores". Realmente, os professes têm de ter muita paciência para estes jogos de sombras. Para além disso, qualquer noticiário que se preze, e nos mais variados registos, abre com o assunto. Ouvem-se as coisas mais inacreditáveis: a senhor ministra dizia hoje uma coisa tão básica que me arrepiou; foi mais ou menos assim: "os professores sabem que a avaliação é importante para eles". E depois acrescentava: "haverá um novo modelo para o próximo ciclo e todos os professores vão ser avaliados neste". Quem conhece bem estas matérias percebe que é a confirmação óbvia: o que existe não tem ponta por onde se pegue.
Dá ideia que o braço-de-ferro do governo com os professores tem agora Isabel Alçada pelo meio. Veremos como as coisas acabam.
E é também uma devassa profissional como nunca se viu. No fim-de-semana vi o programa de Marcelo Rebelo de Sousa na RTP 1. Quando a jornalista lhe pediu os principais problemas do país, o mais-do-que-actualizado professor começou logo pela avaliação; literal. Avaliação sem mais nada: já todos saberiam de que avaliação se estaria a falar.
Mas, e segundo a notícia do expresso, aqui, da conferência de Isabel Alçada pode ainda concluir-se o seguinte:
"Sem adiantar qualquer informação sobre o que será o novo modelo de avaliação do desempenho dos professores, a ministra da Educação anunciou hoje que vai dar orientações às escolas para que "não haja trabalho que não corresponda a necessidades efectivas e que não tenha consequências."
Por outras palavras, Isabel Alçada admite assim pela primeira vez que as escolas possam não continuar o trabalho para o próximo ciclo avaliativo (2010/2011) de acordo coma as regras em vigor.
Em relação ao primeiro ciclo de avaliação, referente ao passado ano lectivo, Isabel Alçada mostrou menos abertura às pretensões dos sindicatos, garantindo que as notas atribuídas vão ter efeitos na carreira.
Já em relação ao facto de haver professores que por não terem entregue os seus objectivos individuais, não foram avaliados pelas escolas - ao contrário do que aconteceu noutros estabelecimentos de ensino - Isabel alçada não deu uma resposta concreta.
Tal como não admitiu claramente o fim da divisão da carreira docente em duas categorias. "É matéria que analisaremos, a carreira tem que ter formas e definir a progressão e esta tem de estar relacionada com avaliação", afirmou a ministra em conferencia de imprensa no final da primeira ronda negocial com os sindicatos do sector."
Ai pode acabar mal, ai pode, pode.
ResponderEliminarE eu que nunca experimentei essa cerveja! Que cosa tan preciosa!
ResponderEliminarCa ganda pachorra pra esta gentinha. Irra.
ResponderEliminarDiria o Jorge Palma:"Deixa-me rir"!
ResponderEliminar"Deixa-me rir
ResponderEliminaressa história não e tua
falas da festa, do sol e do prazer
mas nunca aceitaste o convite
tens medo de te dar
e não e teu o que queres vender
Deixa-me rir
tu nunca lambeste uma lágrima
desconheces os cambiantes do seu sabor
nunca seguiste a sua pista
do regaço à nascente
não me venhas falar de amor"
Mesmo assim, fico a pensar que o sumo vai ser mais apetitoso do que a devassa cerveja. A maioria é outra e quem tem medo não é deste filme.
ResponderEliminar"Que perigos existem? Que o processo negocial se arraste e despolete reacções de frustração entre os docentes ou manobras a partir do governo – leia-se gabinete do PM – no sentido de uma escalada da conflitualidade ao serviço de uma estratégia mais global de vitimização.
ResponderEliminarPor isso mesmo, é essencial que no Parlamento a pressão seja feita em alta e tudo se resolva antes do final do ano civil, ainda com este ciclo e ADD em decurso, para que não existam efeitos retroactivos: se não querem suspender, não deixem ninguém penalizado e atribuam lá as medalhas de mérito. Mas ninguém pode ficar para trás por ter lutado numa guerra justa.
Mas despachem-se que isto pode chegar de novo ao rubro em poucas semanas.
Não digam que ninguém avisou."
"O mais grave é que José Sócrates ainda não percebeu o mal que durante 4 anos fez à educação em Portugal! É assim mais díficil correr atrás do prejuízo, porque é governante que não aprende com os erros."
ResponderEliminarDesta vez pode mesmo. A SATURAÇÃO TEM LIMITES.
ResponderEliminarE chorar. Na minha escola a lambebotice até mete nojo. Os xuxialistas arruinaram a escola.
ResponderEliminarÉ o modelo que refrigera ao sabor da ondulção.
ResponderEliminarDo Jorge Palma eu gosto! Não gosto é da Canção do Bandido da Dona Isabel!
ResponderEliminarEsperar para ver. Ao menos isso, por favor.
ResponderEliminarPara ver o quê?:
ResponderEliminarPara ver a banda passar?
Benefício da dúvida. Isso apenas. O chefe dela é execrável, mas têm pouca margem de manobra. Algum optimio As escolas e os alunos desesperam.
ResponderEliminarE merecem isso depois do que se passou?
ResponderEliminarTambém tenho dúvidas. Talvez devêssemos esticar já a corda e se partir partiu.
ResponderEliminarCuidado, muito cuidado. Eles querem isso, mas talvez se arrependam.
ResponderEliminar(Era aqui e não no outro. Desculpe).
ResponderEliminarMais uma vez assiste-se à triste situação:
1. Ideias para a Educação?
2. Correcção dos erros?
3. Que reformas "reais"?
A detentora da pasta diz que vai dialogar e vai alterar. Esperamos bem que sim.
Mas começa mal tecnicamente falando e assim assim politicamente falando. Não é que defende a alteração da ADD e em simultâneo que o processo que decorreu está concluído e que terá consequências na progressão da carreira dos professores.
Temos então alguém que acredita que a ADD está mal (?????) mas que o processo é para não mexer.
Onde fica a racionalidade? Bem sei... custa muito (politicamente) assumir o erro não é?
EERAR É HUMANO, RECONHECER O ERRO É UMA VIRTUDE SÓ DE ALGUNS. Este ME volta a não fazer parte deste. Lamento.
Já não há pachorra para aturar tanta incompetência, tanto seguidismo, tanta ingenuidade, tanto brincar ao faz de conta, tanto tratar da sua vidinha, tanto, tanto, tanto…
ResponderEliminarBasta de hipocrisia, gente de bem, levantem-se, indignem-se e mostrem o que há para mostrar, mostrem que a verdadeira escola não está a acontecer, uma escola ao serviço da comunidade, uma escola que forme verdadeiros cidadãos livres e íntegros.
Isto está mesmo a precisar de um grande murro na mesa para calar essa malta que nos tem andado a tramar.
Acham que estamos bem representados?
São estes personagens que estão a hipotecar o nosso futuro. Necessitamos de pessoas bem intencionadas, independentes com perfil adequado para gerir a escola actual. Competência e motivação para fazer face às exigências cada vez mais complexas.
Vamos fazer ouvir a nossa razão, é hora de desmascarar esta situação, não esperemos mais, manifestem a vossa indignação …
já
Subscrevo. Chega. Basta de aturar tanto oportunista.
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