sábado, 7 de novembro de 2009

não suspender sem mais

 


 



Foi daqui. 


 


 


 


Não suspender o modelo de avaliação sem alternativa já é um avanço, realmente; é óbvio que quem faz estas afirmações reconhece a falência do modelo, mas mantém os tiques da teimosia e da mais profunda demagogia: 49.000 professores já avaliados. Quem conhece o que se passou não deixa de sorrir com toda esta encenação. E fica a questão: como é que um conjunto de indicadores de avaliação imensuráveis na sua quase totalidade, consegue transformar-se numa prioridade nacional?


 


Conhecemos as respostas e os professores só se podem sentir orgulhosos: há três anos atrás partiram isolados para esta luta e, contra tudo e contra todos, deram uma lição de democracia e de espírito cívico.


 



 


Sócrates “de acordo” com Portas na avaliação dos professores


 


"O primeiro-ministro defende que “só suspender o modelo de avaliação” dos professores “seria uma irresponsabilidade”. “Como é que se vai explicar aos que tiveram bom e excelente para que tudo vai voltar para trás?”, interrogou-se José Sócrates, durante o debate do Programa de Governo, em resposta ao líder do CDS-PP, Paulo Portas, que desafiou o primeiro-ministro a pronunciar-se sobre as linhas gerais do modelo defendido pelos centristas.


“Anotei que não quer a suspensão sem mais. Estou muito de acordo com isso. Só suspender seria uma irresponsabilidade”, disse Sócrates. “A melhor solução é todos reflectirem como é que se pode melhorar a avaliação”, acrescentou, rejeitando “deitar ao lixo o que foi feito só porque alguns querem fazer um ajuste de contas político”."


 

4 comentários:

  1. ...e quem me explica, a mim, passe a redundância, que eu tenha iniciado uma carreira contributiva de 36 anos e que a pouco menos de 1 ano, saiba desde há 4 anos e meio que me esperam muitos mais anos para a reforma?

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  2. Absolutamente de acordo. Jogar um jogo em que as regras mudam a meio tem qualquer coisa de esquizófrenia.

    Irresponsabilidade é escolher gente desta para nos (des)governar.

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  3. Tem-me admirado a submissão das pessoas às alterações na idade das reformas. Estou absolutamente de acordo, também.

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  4. Realmente, o que se passa, é que através das simulações da CGA, de um ano para o outro as diferenças parecem pequenas.
    Acho que a CGA, tem indicações para não informar devidamente os utentes. Quando lá fui (e tinha uma contagem de tempo de serviço fornecida pela CGA) remeterem-me para o simulador. Estou, no entanto, convicto que as simulações NÃO correspondem exactamente à realidade- por defeito.

    Não tenho qualquer tipo de dúvida que a Tutela e a CGA estão a agir de má fé.

    Já se instalou neste consulado proto-fascista a calúnia contra os trabalhadores (todos) da F.P.

    Mas parece que o esbulho final virá depois de 2013. E no Centrão as ideias não são muito diferentes...

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