sábado, 5 de dezembro de 2009

apesar dos professores que mais lutaram darem sinais de exaustão

 


 



Foi daqui.


 


 


 


E já se sabe como é: os grupos quando estão exaustos são capazes das atitudes mais extremas. Era bom que quem se senta à mesa de negociação tivesse esse dado bem presente. Sabemos que os sindicatos aprenderam a lição com o fatídico "entendimento" de Abril de 2008 e que têm uma grande responsabilidade por lidarem com um governo minoritário. Mas o governo também deve ter aprendido: a avaliação dos professores foi escolhida no passado como certidão de garantia de uma nova maioria absoluta e aconteceu o que se sabe. Desta vez, e a repetir-se o cenário, pode ser ainda mais grave. Basta que a oposição saiba lidar com a pressão e consiga gerar uma alternativa credível de governo.


 


 



Professores voltam ao calendário dos protestos mas o tom não está definido


 


"O estado de graça já foi. Apesar de continuar satisfeita com o fim da divisão da carreira docente e a morte do actual modelo de avaliação, anunciadas pela nova equipa do Ministério da Educação (ME), a Federação Nacional de Professores - Fenprof já começou a preparar o terreno para voltar às acções de protesto: ontem, adiantou que vai começar a realizar plenários nas escolas e agendou para Janeiro uma "iniciativa nacional", envolvendo todos os docentes.(...)"


 

2 comentários:

  1. Tem razão Paulo. Cansados, é evidente, mas muito FIRMES.

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  2. Como já tenho afirmado (e estou a concluir um estudo sobre isso), o número de finalistas na via de ensino tem vindo a diminuir de ano para ano e, desde o anterior Governo, aumentaram exponencialmente as reformas antecipadas! Sei de professores que se fartaram de todo este achincalhamento e partiram para a reforma antecipada! E sei que eram óptimos profissionais! Dentro de poucos anos, Portugal terá falta de professores no ensino público! Chego-me a convencer que algumas das pessoas que atacam os professores do ensino público nos fóruns online têm interesses no privado! O privado não tem o modelo de avaliação de professores em vigor no ensino público (e, portanto, não tem quotas nem divisões de carreira) e o modelo dele foi tranquilamente negociado com os sindicatos! No ranking, são escolas privadas que estão nos primeiros lugares! Nunca o privado encontrou como agora tantas condições para florescer! Perguntem, por exemplo, ao Sr. Mário Soares se no colégio moderno do qual ele é dono, se existe divisão entre titulares e não titulares e quotas! Nem no tempo de Salazar se assistiu a este assassinato dos professores do ensino público! Pobre país que só faz figuras tristes...

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