Ora leia com atenção o depoimento que se segue e que é publicado com anonimato.
No Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009 de 5 Janeiro tínhamos o seguinte:
Artigo 11.º
Avaliação dos membros das direcções executivas
1 — Os membros das direcções executivas são avaliados nos termos do regime que estabelece o sistema integrado de gestão e avaliação de desempenho do pessoal dirigente intermédio da Administração Pública, fixado pela Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro.
2 — Os presidentes dos conselhos executivos e os directores são avaliados pelo director regional da educação.
3 — Os restantes membros das direcções executivas são avaliados pelo respectivo presidente ou director.
Com base nisto, todos concluiram que os elementos dos órgãos de gestão seriam avaliados através do SIADAP, que é sobejamente conhecido pelos órgãos de gestão, dado já o terem aplicado na avaliação do pessoal não docente.
E foram-se aguardando mais orientações, que segundo a minha Direcção Regional, ainda seriam facultadas às escolas, mas que nunca chegaram.
Entretanto, no meu caso, mudei de escola e de Direcção Regional e venho agora a saber que sou avaliada através dos critérios definidos na portaria 1317:
10% para habilitações académicas - tenho 4 pontos (licenciatura)
25% para habilitações profissionais - tenho zero pontos porque não tenho formação em gestão e administração
25% para formação profissional - tenho 5 pontos (acções de formação contínua)
20% para o tempo de serviço no órgão de gestão - tenho 2 pontos porque estive 2 anos no C.E.
10% para oferta formativa do Agrupamento.
Talvez tenha 4 pontos porque em anos anteriores tivémos CEF na escola; se for relativo ao ano da avaliação, terei apenas 2 pontos. 10% para o resultado da avaliação do parâmetro "liderança" na avaliação externa da escola - tenho 4 pontos porque o meu Agrupamento obteve suficiente, ainda que tenha sido no ano anterior ao ano que está a ser avaliado.
Daqui há-de resultar um 2,65 ou 2,85 que corresponde a Regular.
Em primeiro lugar estes critérios são apresentados quatro meses após a conclusão do mandato que está a ser avaliado;
Em segundo lugar, nenhum deles permite avaliar realmente o trabalho desenvolvido pelo docente: 60% corresponde a formação, sendo que nunca tinha havido alguma informação de habilitações necessárias para o exercício de cargos de gestão; 20% corresponde a tempo de serviço em ógãos de gestão, portanto "trabalho realizado" antes do mandato que está a ser avaliado e por último 20% para dois aspectos relativos à vida do Agrupamento, mas nos quais o docente avaliado pode não ter tido qualquer intervenção. Imagine-se por exemplo que a avaliação externa ocorreu no ano lectivo 2007/2008 e que o docente integrou o Conselho Executivo apenas no ano seguinte; no que respeita à oferta formativa pode-se colocar a mesma situação e a minha escola é um exemplo disso: tivémos cursos CEF desde que eles surgiram no nosso país, tendo eu estado bastante envolvida na implementação dos mesmos. Mesmo não estando no órgão de gestão na altura, fui também coordenadora e professora destes alunos; por coincidência no passado ano lectivo estive no órgão de gestão e foi decidido pelo Conselho Pedagógico criar uma turma de Percursos Alternativos em vez de uma turma de CEF, por ser pedagogicamente mais adequado ao grupo de alunos.
Conclusão: estes critérios não dizem absolutamente nada sobre o trabalho desenvolvido pelos conselhos executivos no ano lectivo 2008/2009 e de momento está online uma aplicação para nos limitarmos a responder a seis questões resultantes dos seis critérios da portaria.
Os colegas com quem tenho falado, na escola anterior e na actual, têm preenchido a dita aplicação.
Gostava de saber o que se passa noutras escolas, com outros membros de conselhos executivos... o que se está a fazer face a esta tontice?
Leitora identificada
Comem e calam? É bem feito. Acho que é feio fazer aos outros o que não queremos que nos façam.
ResponderEliminarCara colega,
ResponderEliminarEu estou na mesma situação. Preenchi a dita plataforma e arrisco-me a ter um Regular como ex-Presidente do CE. Já me revoltei muito com esta injustiça dado que eu e a minha equipa fizemos um bom trabalho no agrupamento. Mas ninguém quer saber da nossa situação, já se apercebeu?