Chego a casa e vou ver o telejornal das dezanove de um dos canais por cabo. A apresentadora lança o sumário das três principais notícias: o segundo lugar é garantido pela avaliação dos professores: basta um bom para aceder ao topo da carreira.
Não há profissão em Portugal que tenha sido alguma vez alvo desta devassa. Uma vergonha e uma humilhação. Imperdoável.
É evidente que este clima tem um único resultado: a desautorização dos professores, que, e como se sabe, é um mau sinal para a saúde da democracia, por mais positiva que seja a imagem destes profissionais junto dos portugueses adultos.
Tem muita razão Paulo. Nunca se viu coisa assim.
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ResponderEliminarConcordo. Humilhante. Afinal e mais uma vez a RAZÃO estava do nosso lado Até quando.?
Foi Ghandi quem disse: "O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes..."
ResponderEliminarComentário bem a propósito!
ResponderEliminarQuem tem força afinal...
Tivessem os professores tido mais coragem e isto tinha tudo caído há muito. Principalmente os conselhos executivos que se podiam ter demitido em bloco no ano passado. Contudo, vamos ver em frente e continuar a lutar o que for preciso.
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ResponderEliminarO que diz o "resistente" é uma grande verdade. No auge da luta, com 120 mil pofs na rua, os executivos tb quiseram marcar agenda. Reuniões e mais reuniões e coisa e tal, muito contra muito contra, mas nenhum, objectivamento, fez nadinha.
Paulo, vou destoar da discordância, mas é para isso que há democracia: quer-me explicar porque é que os professores têm de chegar todos ao topo da carreira?
ResponderEliminarViva Joana.
ResponderEliminarObrigado por comentar. A questão que coloco neste post é outra: já viu alguma profissão ter a sua avaliação tão devassada em público como a dos professores? Não há português que não tenha opinião sobre o assunto. Imagina os efeitos que isso tem na autoridade dos professores e nas salas de aula?
A avaliação profissional é uma matéria muito técnica e muito difícil. Na dos professores, que é a que conheço melhor, e nos países em que confiam nos seus docentes, não há avaliação. Mas concordo que nos países do sul da europa chegar a esse patamar vai levar tempo se é que alguma vez será atingido. Todavia, não me parece curial que os telejornais abram com discussões sobre como avaliar os professores e já agora os médicos, os juízes, os políticos os polícias e por aí adiante.
Nem todos os professores chegam ao topo da carreira. Talvez os que chegam nem o consigam pelos melhores motivos. Mas defendo que os bons professores devem chegar ao topo da carreira sem constrangimentos.
E não se esqueça Joana: o topo da carreira dos professores está, actualmente, um patamar abaixo do topo da carreira técnica superior da função pública.
Quatro anos de humilhação e devassa: muita grave e sem perdão. Concordo.
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ResponderEliminarEste governo aposta no desgaste permanente, perante a opinião pública, da profissão docente. Vergonha. Na Inglaterra já são os paquistaneses os únicos que aceitam tal trabalho. Mas, paradoxalmente, em tempos de crise, não faltará mão-de-obra barata. Tempos estranhos estes.
Realmente como diz o Paulo e muito bem o nosso topo da carreira está desfasada face ao topo da carreira de técnico superior da função pública.
ResponderEliminarColoco-lhe agora uma questão,puramente académica, dirá...
Conhece alguma profissão em que os trabalhadores sejam controlados por outros trabalhadores de um grau inferior?