O liberalismo selvagem praticado na Educação por este governo do partido socialista consegue contaminar tudo em que toca. Deixa atrás de si um mar de clivagens entre as pessoas que se vêem envolvidas neste ambiente de inferno burocrático, de competição sem regras claras e que, a exemplo das práticas dos regimes totalitários, promove os comportamentos mais oportunistas.
Estamos a atravessar um período crítico, de inigualável gravidade na nossa história recente, que deixará marcas profundas. Há mesmo quem só espere pela viragem para iniciar uma qualquer caça às bruxas em resposta ao exercício idêntico que agora se verifica. Tudo isto só tem uma classificação: mau de mais.
Os que conseguem passar por estes períodos de cabeça levantada, fazem-no à custa de uma constante e minoritária tomada de posições que exige coragem e que provoca desgaste. A grande maioria das pessoas é arrastada pelos desvarios conceptuais da uma OCDE conduzida pelos vencidos neo-conservadores, que, e segundo Joseph Stiglitz, perpetraram a maior transferência de recursos financeiros das classes média e baixa para serem usados de forma desregulada e fraudulenta pelas classes altas.
E as vítimas das desumanidades não são só as minorias já referidas; é mesmo um somatório de casos e de injustiças que tem como pano de fundo um processo inédito de faz de conta. Nos professores, os exemplos são quase incontáveis. Identifiquemos os mais comuns:
- titulares que, embora integrados em grupos de candidatos que concorreram ao mesmo título, tiveram azar por serem os únicos contemplados;
- ou professores mais frágeis - coisas humanas, como se sabe -, que fizeram o possível para não assustar os chefes e que se vêem agora com uma classificação na avaliação superior aos seus colegas sem qualquer justificação profissional para o feito;
- ou os rotulados de regulares porque só estavam há um ano em cargos de gestão ou ainda os de bom mais porque ocuparam um cargo reservado a uma minoria.
Há casos e mais casos para se construir um verdadeiro manual sobre os efeitos devastadores desta corrente política, que nasceu, veja-se lá, em oposição ao absolutismo.
Esta contaminação desespera por uma qualquer epifania (mariana é que não, por favor) que se infiltre na cabeça de governantes, políticos e sindicalistas, e que os obrigue à libertação das salas de aula, para que se avalie os professores por aquilo que lá dentro é feito e para que se produza algo de concreto para os que não estão capazes de assegurar o ensino.
Boa malha.
ResponderEliminarDedo na ferida. Salve-se quem puder enquanto há tempo. Nunca pensei.
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