Não me canso de associar a situação actual dos professores portugueses à condição que Rainer Rilke submeteu a condição humana: "estamos irremediavelmente sós".
Bem sei que têm aparecido vozes de encosto: umas mais tardias do que outras, é certo. Mas têm surgido. Nunca me emociono muito com esses arrimos: sei que - e muito naturalmente, diga-se - quem não conhece verdadeiramente as questões técnicas do problema dificilmente pode assumir uma posição consistente de apoio.
Os apoiantes do governo é que não se regem pelos mesmo parâmetros: mesmo com o mais completo desconhecimento da realidade, são activos e, por norma, não desistem.
E já se sabe: a luta política obedece a alinhamentos vários. Os problemas concretos esboroam-se nesse ajustamento de posições.
Mas nós cá continuaremos para dizermos de nossa justiça. Sós, é certo, mas iluminados pela força dos argumentos e com a memória disponível para os mais diversos registos.
Concordo. Mais vale sós que...
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