Insisto em debater o poder democrático da escola porque acredito mesmo na democracia. Conhece-se que é um sistema que dá muito trabalho, que requer tempo para afirmar os projectos e as lideranças, mas também se sabe que quando se consolida tem uma força que produz resultados muito difíceis de igualar.
Pelo que tenho estudado, e experimentado, no âmbito das organizações escolares, não me restam grandes dúvidas para afirmar que a solução colegial não gera fatalmente lideranças fracas nem desperdícios de qualquer espécie, muito menos se comparada com a solução unipessoal. Mas mais: a solução que legitima o exercício de cargos por sufrágio directo e universal é mais democrática (logo mais eficaz e eficiente) e a escola tem de dar o exemplo por ser um laboratório da sociedade do futuro e porque é no seu seio que se desenha a consistência e a consolidação da democracia.
Bem sabemos que a comparação entre os países do norte e do sul da europa revela modelos de organização do estado que proporcionam indicadores muito diferenciados nestes parâmetros, uma vez que a história consolidou sociedades com exigências de cidadania e de escolaridade muito diversas - com claro benefício para as populações do norte -.
O sul da europa tem de adoptar soluções que reconheçam as suas idiossincrasias, que façam avançar a democracia e que nunca esqueçam dois pilares: a utopia e a possibilidade. Qualquer importação não adaptada pode ser desastrosa, como tem sido comprovado à saciedade.
Li aqui, no blogue do Ramiro Marques, uma frase que deve dar muito que pensar a quem se interessa mesmo - e não um vez por mês ou por ano, ou quando quer fazer um jeito politiquês ou até quando ambiciona ocupar um lugar a qualquer preço - por estas matérias. Quem esteve atento ao que se passou no último processo de transição de modelos de gestão escolar só pode temer pelo futuro.
"(...)Para que esse regresso se faça, é necessário libertar as escolas das forças exteriores que a oprimem: regulamentação excessiva do ME e intromissão dos poderes políticos e económicos locais no funcionamento da instituição-escola."
QUE VEIA CARAGO!!!!!
ResponderEliminarViva Fausto.
ResponderEliminarConheço-o pessoalmente? Flaviense ou portuense? Só responde se quiser e até pode ser para o email.
Bastou uma mão cheia de euros para a luta ir por água abaixo.
ResponderEliminarEmail -:)
ResponderEliminarCorrentes(imagem) de liberdade só no seu blogue.
ResponderEliminarProsa lúcida, informada, sensata e brilhante. Parabéns.
ResponderEliminarViva JMA.
ResponderEliminarIsso tudo? A sério?
Viva JMA.
ResponderEliminarIsso tudo? A sério?
A sério, a sério, a sério.
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