segunda-feira, 26 de abril de 2010

terraplenagem

 


Subscrevo esta preocupação do Paulo Guinote que vai no sentido de não concordar com a indiferenciação no âmbito da luta sindical dos diversos profissionais que exercem funções no estado. Depois do acordo com o governo assinado em Janeiro de 2010, percebeu-se que a participação dos professores na greve de Março era apenas um sinal da real indiferenciação e nunca uma constatação do que agora se confirma: o chefe do governo esfregou as mãos de contente com a vertente financeira acordada porque sabia que a conjuntura tornaria o incumprimento popular.


 


Nos cerca de 700 mil profissionais do estado há uma enorme diversidade que requer negociações específicas. Se a união faz a força, e nas greves gerais isso é evidente, a garantia das particularidades é uma necessidade de sobrevivência. A não ser que os mentores da indiferenciação sejam os mesmos que negociaram o entendimento de Abril de 2008, com a benção das políticas sociais do ISCTE, e estejam agora a voltar a quebrar a tal coluna vertebral dos professores e a fazer terraplenagem para acções futuras.

3 comentários:

  1. Professor resistente27 de abril de 2010 às 10:07

    Certeiro!!!

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  2. A indiferença não se aguenta por muito tempo. Ou será outra coisa? Não andará o pessoal satisfeito mesmo? Até ao momento da nova avaliação?

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  3. Mais uma teoria da conspiração. Estive num Congresso que manifestou grande espírito de unidade que é bem diferente de indiferenciação. A união faz a força como é dito e mete medo a quem quer a divisão.

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