sexta-feira, 7 de maio de 2010

imagens

 



Foi daqui


 


 


 


As pessoas registam e continuam exteriormente sossegadas: "os administradores hospitalares derretem recursos financeiros em telefones, cartões de crédito, automóveis, almoçaradas, os corruptos ficam absolvidos em tribunal porque o corrompido era vereador sem pelouro, os casos de financiamento partidário muito duvidoso sucedem-se em ritmo alucinante com a protecção do polvo, os bancos e os negócios do sector imobiliário corromperam a sociedade até à medula, os fundos estruturais foram durante anos alvo de um fartar vilanagem, a comissão de ética da Assembleia da República é composta por pessoas - algumas, claro - cujo historial conhecido dá uma volta ao estômago, o desplante para ocupar lugares de decisão está num saldo inaudito e preocupante e verifica-se de cima a baixo, e podíamos ficar aqui a debitar casos e mais casos que ajudam a explicar a parte maior, para não dizer total, da desgraçada condição financeira do país".


 


Lembrei-me do professor José Gil e do seu "imagens-nuas e pequenas percepções". O prefácio é a propósito dos readymade e da análise detalhada à realização de uma escultura. Mas podia ser também da publicidade. As imagens estão por aí, vemo-las mesmo sem as vermos, mas elas ficam registadas, condicionam as nossas escolhas e vão-se perigosamente acumulando.

4 comentários:

  1. reflexão interessante

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  2. Rodrigo Robustinho7 de maio de 2010 às 22:13

    Ah pois, pois.

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  3. "A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.
    Numa definição ampla, corrupção política significa o uso ilegal - por parte de governantes, funcionários públicos e agentes privados - do poder político e financeiro de organismos ou agências governamentais com o objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para determinados indivíduos ou grupos de indivíduos ligados por quaisquer laços de interesse comum – como, por exemplo, negócios, localidade de moradia, etnia ou de fé religiosa.
    Em todas as sociedades humanas existem pessoas que agem segundo as leis e normas reconhecidas como legais do ponto de vista constitucional. No entanto, também existem pessoas que não reconhecem e desrespeitam essas leis e normas para obter benefício pessoal. Essas pessoas são conhecidas sob o nome comum de criminosos. No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos - utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo. O uso de um cargo para estes fins é também conhecido como tráfico de influência."

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