Correndo o risco da repetição argumentativa, devo avisar o leitor do seguinte: o que vou escrever a seguir pode não interessar a quem não se dedica ao estudo dos problemas da educação e às questões que envolvem a avaliação dos professores em particular.
Faz dois anos que publiquei uma entrada que titulei de "um ponto e milhares de situações". O texto foi objecto de muitos comentários, de muita discussão por mail e de diversas conversas com presença física.
Importa por isso precisar algumas questões fundamentais que nos remetem para actualidade e para o futuro próximo.
O modelo de avaliação é inaplicável. Quem o estuda sabe disso. Requer medir com pontuação e cotas o que é imensurável. É essa a doença que importa derrubar. E aqui aplica-se, a exemplo dos direitos humanos, o seguinte princípio: derrotá-lo, imediatamente e sem protelações de qualquer género.
Falta saber como. Sabe-se que cairá por si, é certo, mas também se conhecem os estragos que o resvalo provoca nas relações humanas e nas pessoas mais frágeis. Já há obscenidades em número suficiente para não cruzarmos os braços. Nem as afirmações, da anterior ministra da Educação, de que os professores têm medo da diferenciação devem servir de travão.
Há culpados? Claro que sim. De quem construiu o modelo, desde logo, de quem assinou os acordos e os entendimentos, de quem avaliou professores e de quem, por exemplo, entregou objectivos individuais na fase mais quente do processo. Se todas as escolas tivessem recusado o processo, coisa descomunal, como se sabe, nada de grave tinha acontecido aos professores.
Sendo assim, importa perceber os caminhos a seguir e é por isso que volto às questões do texto que linkei.
Viva Francisco.
ResponderEliminarObrigado.
Vou lá logo que possa.