O que falta saber em relação às políticas educativas da primeira década deste milénio é se o outro partido político do bloco central faria diferente se tivesse continuado o exercício. O governo de Durão Barroso, com David Justino como ministro, assinava por baixo tudo o que se tentou fazer. Não sei o que o governo de Santana Lopes pretendia, mas talvez não abusasse tanto da má burocracia.
Mas não tenho dúvidas em afirmar que apenas algumas nuances seriam diferentes. Na gestão escolar, na avaliação com toneladas de burocracia para prestação de contas e na ideia supostamente meritocrática de estatuto da carreira teríamos os mesmos arautos a decidir. Podemos dizer assim: foram dez anos a destruir a escola pública e o seu poder democrático. O balanço é negro. Nem de racionalidade da despesa se pode falar, pois os cortes mais importantes ficaram por fazer e o que se assistiu foi a uma perseguição aos professores como classe profissional. Falta conhecer o que se quer fazer no futuro. Alguém mudou?
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