sábado, 28 de agosto de 2010

a vida depois de deus





"A minha terra é um sonho electrónico
partilhado de memórias de desenhos animados,
sitcoms de meia hora e tragédias nacionais."


Douglas Coupland,

A vida depois de Deus.









(e de torrentes de informação, acrescento)






10 comentários:

  1. sei que este comentário não tem nada haver com o post , mas caro amigo Paulo , queria colocar-lhe uma questão
    como é que se colocam filmes no blog?

    Obrigado e abraço grande


    Quanto ao filemaker as coisas estão sobre rodas

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  2. Talvez Deus não tenha criado os Homens, mas tenham sido estes os criadores e Aquele a criação... O Homem precisava de Deus para se sentir seguro face a um mundo que não conhecia e, então, criou-O...
    Agora, as necessidades são outras. Diz-se que o Homem evoluiu. Tornou-se exigente? Ambicioso? Perfeccionista? Tecnicista? Racionalista? Pessoalmente reservo muitos pontos de interrogação....
    Hoje o Homem é deus e gere o seu mundo, manipulando-o como um jogo cada vez mais sofisticado. Não faltam as luzes, os sons, o espectáculo..... As marionetas são sempre as mesmas, ainda que as faces mudem...

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  3. Diz a nota à comunicação social da FENPROF: "os docentes perceberam o sentido político do dia 8 de Novembro".

    A FENPROF, que capta por uma faculdade superior - talvez por intuição mística - o sentimento geral dos professores, é quem detém a chave do que deve, neste momento, ser feito, porque só ela alcança o verdadeiro conhecimento da realidade.
    O que ela decidiu na sua sapiência - a manifestação do dia oito de Novembro - é algo que os professores só podem aceitar, porque eles perceberam o sentido político de tal gesto.

    Pois perceberam: a FENPROF imagina-se, à imagem da versão leninista da função do partido comunista, a cúpula que pensa, a um nível superior, aquilo que as "massas" sentem, mas não são capazes de pensar nem de construir formas de organização e de acção adequadas e eficazes.
    A metáfora da "propagação" usada no texto quando se fala em informações que se têm propagado na blogosfera (parágrafo 5) é muito elucidativa do modo como a FENPROF pensa. O que se propaga ou é evanescente, como o ar, sem consistência nem solidez, ou é vírus, que ataca as defesas de uma cidadela, que merece ser combatido para que esta esteja incólume.

    É igualmente significativo constatar o modo como se refere o diálogo entre o Sindicato e os representantes dos Movimentos. Diz-se aí que estes "apenas solicitaram a possibilidade" de uma reunião. Ou seja: eles próprios, quais súbditos de um soberano esclarecido, vieram "solicitar" - não exigir! - uma reunião, se for "possivel". E o Sindicato, garante da concórdia geral, "aliás", aceitou na sua infinita sapiência e bondade.

    Não será já tempo já de aprender a pensar e a funcionar a partir de outros critérios, que não a distorção dos factos e a megalomania de uma pseudo-ciência que só alguns detêm, esses que decidem o melhor que os outros devem fazer?

    Aconselho a estes senhores da FENPROF o estudo do que diz Hanna Arendt sobre os malefícios da dicotomia, que se instalou no pensamento e na acção políticas, entre os que sabem e decidem - só alguns iluninados - e os restantes que executam o que os outros decidiram.

    Também aconselho a estes senhores evitarem cair na cegueira de que acusam a Ministra: não saber ouvir, não ser humilde e emendar o erro, não ser capaz de aceitar que a verdade não está ao alcance apenas de alguns.

    Vasco Tomás

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  4. Pertinente comentário, se me permites, meu caro Vasco.

    Vamos aguardar com a esperança que se leia o seguinte: "Também aconselho a estes senhores evitarem cair na cegueira de que acusam a Ministra: não saber ouvir, não ser humilde e emendar o erro, não ser capaz de aceitar que a verdade não está ao alcance apenas de alguns".

    Abraço e muito obrigado.

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  5. Depois de Deus...é o Homem, como antes.

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  6. Concordo. Antes como depois, o Homem.

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